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Chegou a grande hora em que o Esporte Social faz a mudança de endereço para melhor comodidade daqueles que ajudam clicando, e lendo esse site/blog.

A mudança somente administrativa para facilitação de memorização do endereço o qual será mantido até abril de 2011.

O conteúdo não vai mudar apesar da string .com e o site vai continuar sem qualquer tipo de anunciante, post patrocinado, link patrocinado e afins por motivos ideológicos do site; o qual acredita que quem tem dinheiro para patrocinar um site ou um link patrocinado em um blog, tem dinheiro suficiente para gastar em projetos sociais que servem de grande valia para a nossa sociedade.

Os posts antigos irão permanecer até 30 dias, e nesse espaço as atualizações irão continuar nos dois endereços e após esse tempo somente terá postagens novas o novo site !

A nova casa do Esporte Social agora é www.esportesocial.com

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Este DVD é um vídeo de preparação On-Contest do Shawn Ray para o Mr. Olympia de 1998 e foi lançado no mesmo ano. Começa o filme e ele começa a falar um pouco de seus concorrentes, e da importância de ser um MrO. na sua vida. Enquanto isso ele faz uma imagem de comparativo com a que veremos no final do vídeo, para fazer o antes e o depois; e então se inicia a parte boa os treinamentos.

Esta parte do vídeo começa um treino de pernas, onde dá para se notar que existe uma ótima variação em seus exercícios de pernas, e mostra que ele é um forte adepto do treino com pesos livres e tradicionais com séries de agachamentos. Logo depois ele apresenta uma variedade muito interessante em seus nutrientes pós-treino como diversos legumes, e uma divisão muito clara de carboidratos, proteínas, em e a sua preocupação em poupar-se da gordura, em uma clara preocupação para com a sua Body Fat! Há uma preocupação em atletas desse nível no tocante a alimentação – essa tão negligenciada pela a maioria dos atletas desde baixo nível até auto-rendimento – e em uma aula de disciplina ele mostra que é bem rústica e rotineira a alimentação de um Bodybuilder.

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Após isso, ele explica um pouco sobre as sungas utilizadas em competição, e também sobre o óleo que é tão utilizado e que serve para auxiliar no processo de bronzeamento quanto para destacar os cortes musculares (separação e definição) On-Contest. Apos alguns vídeos de convenções sociais, Shawn vai para o seu habitat que é a Powerhouse Gym com um treino de costas, sempre utilizando o máximo de intensidade e com pesos livres. Um fato interessante é que conforme a sua rotina se aperta mais em decorrência da aproximação do concurso ele começa a utilizar Drop-Sets para atingir o máximo de intensidade ao término de cada série. Após o treino, ele começa a entrar em um assunto muito importante que é a suplementação alimentar onde ele ressalta a importância de se ter uma variação alimentar com relação a fontes de vitaminas entre outros, bem como o destaque em seus suplementos alimentares que o ajudam a maximizar os resultados obtidos em treino.

Depois dessa explanação, ele começa o treino de peito, sempre com o seu tradicional supino com halteres, e uma curiosidade é que ele utiliza ortoses em ambas as mãos, parecidas com luvas de motoqueiro, e que servem para provavelmente aliviar as terríveis dores nos pulsos devido à pressão dos pesos sobre os pulsos. Shawn começa a fazer um pequeno treino de poses para colocar em destaque seus pontos fortes, e fazer uma auto-avaliação dos resultados dos treinos. Já neste momento do vídeo é nítida a mudança no corpo de Shawn via alimentação, treino, suplementação e descanso. Shawn Ray explica a torturante rotina pré-contest que ele se reserva a consumir o mínimo de água e carboidratos, e durante algumas poses é quase incrível o nível de definição onde se destaca a definição de suas costas com a apresentação do estriamento muscular dessa região e uma retenção hídrica nula.

Esse não é um vídeo de tipicamente de treinos, dietas, nem apresentação de exercícios os formulas mágicas de se ganhar o MrO., mas sim um vídeo que mostra um pouco da rotina de um Bodybuilder que por sinal é uma das mais duras esportivamente falando, pois envolve uma série de fatores muito fortes como predisposição genética, treinamento, força de vontade, disciplina,e principalmente alimentação e suplementação sadias.

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Títulos de Shawn Ray

1983 Orange Coast Championships–2nd Short
1983 California Gold Cup–1st Overall
1984 Mr. Los Angeles NPC–3rd Middleweight
1984 Mr. Teenage Los Angeles AAU–1st Short & Overall
1984 Teenage Mr. California –1st Middle & Overall
1984 Teenage National Championships–2nd Middleweight
1985 Teenage Mr. Orange County–1st Short & Overall
1985 Teenage National Championships–1st Lightheavy & Overall
1985 Jr. World Championships–1st Lightheavy & Overall
1986 Jr. National Championships–2nd Lightheavy
1987 Mr. California–1st Lightheavy & Overall
1987 National Championships–1st Lightheavy & Overall
1988 Mr. Olympia–13th Los Angeles
1989 Inactive
1990 Pro Ironman Champion–1st Redondo Beach
1990 Arnold Classic–1st (disqualified) Ohio
1990 Mr. Olympia–3rd Chicago, IL
1991 Arnold Classic–1st Ohio
1991 Mr. Olympia–5th Orlando, FL
1992 Mr. Olympia–4th Helsinki, Finland
1993 Mr. Olympia–3rd Atlanta, GA
1994 Mr. Olympia–2nd Atlanta, GA
1995 Mr. Olympia–4th Atlanta, GA
1996 Pro Ironman–3rd Redondo Beach, CA
1996 Arnold Classic–5th Columbus, OH
1996 Mr. Olympia–2nd Chicago, IL
1997 Mr. Olympia–3rd Los Angeles, CA
1998 Mr. Olympia–5th New York, NY
1999 Mr. Olympia–6th Las Vegas, NV
2000 Mr. Olympia–4th Las Vegas, NV
2001 Mr. Olympia–4th Las Vegas, NV

Pics:

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Em um dia que começou ensolarado, em questão de minutos o tempo virou; e o que era um belo dia ensolarado virou quase um caos por causa de eminência de uma chuva; e esse foi o cenário que eu visitei nesta sexta-feira 13 o Parque da Juventude em Santana para uma olhada de perto o complexo de quadras esportivas.

O complexo de quadras do Parque da Juventude são compostos de 2 quadras (montadas com poste e rede) e mais 3 quadras poliesportivas que podem ser montadas (a administração do parque fornece a rede e os postes para a montagem).
Não posso deixar de falar sobre o parque em si que é muito grande, e que tem uma ótima área verde, boa para fazer passeios, e tirar um dia para descansar nos banquinhos espalhados pelo o parque.

Há muitas quadras para a prática de diversas modalidades no parque (ao todo são mais de 12 quadras, entre poliesportivas, de basquete, e uma pista de skate, sendo essa última essa muito disputada.

Mas vamos às quadras de tênis.

QUADRAS MONTADAS
Ao um primeiro momento, quando vi a área das quadras, tive a sensação de estar em um local que pode ter uma estrutura muito grande para receber eventos, dado o tamanho espaço para o fluxo de pessoas, e das acomodações.

A quadra 01 apresenta uma manutenção no quesito limpeza (já que não precisa de nivelamento), pois, até mesmo os serviços de acordo com a área do parque são segmentados de forma em que sempre há um funcionário da limpeza e da segurança em muitos lugares do parque.
Um fator que não se pode deixar de lado são as enormes áreas de escape. Para se ter uma idéia, em determinados ângulos não se consegue fazer um foco legal para se tirar fotos; o que é ótimo para corredores de quadra. Entretanto, essa mesma área de escape, por ser tão grande é de extrema importância ter pegadores ou um estoque de bolinhas para se jogar porque com uma para uma área dessas, rapidamente as bolinhas escoam para a área de escape atrasando o jogo.

Com um piso asfáltico colocado pela a Playpiso, não vi nenhuma observação mais séria com relação ao piso, a não ser que o mesmo tem um poder de secagem muito bom (as fotos foram tiradas em um intervalo de no máximo de 20 minutos, e a diferença pode se notar nas fotos).
A quadra 01 é uma quadra muito rápida pelo o tipo de piso, então não esperem um jogo com mais de que 4 trocas de bola por ponto. Uma observação fica no que diz respeito a área de espera e expectadores que tem muita pouca sombra, o que faz com que as pessoas tenham que se esconder na área das mesas.
Outro detalhe de uma importância muito grande que não vem sendo atentada é uma rampa que dá acesso a carros. Digo isso pelo o simples fato no qual o tenista pode a ter um desmaio, ou mesmo lesões ortopédicas que não seja possível a sua remoção imediata, ou mesmo a sua mobilização pode trazer conseqüências danosas a sua saúde.A quadra apresenta uma boa marcação, e pode ser um bom programa para quem gosta de jogar em quadras rápidas.

Já a quadra 02, teve alguns detalhes que eu penso que pode criar problemas com a jogabilidade que é a marcação com uma quadra poliesportiva. Dentro disso eu faço as seguintes observações:
- Marcação com quadras de outros esportes: Isso favorece muito os espertinhos que gostam de ganhar pontos no grito, e isso atrapalha muito a diversão.
- Buracos de traves não calçados: Se tem buracos na quadra, nada mais lógico do que fechar esse buracos (das traves) com algum calçamento a fim de evitar acidentes.
- Área de escape grande, mas sem parede de rebote: O que vai necessitar de um pegador para não atrapalhar o andamento do jogo.
Para quem for passear, recomendo que em dias de chuva, ou com eminência de raios, abrigue-se rapidamente, pois, o parque além de ter muitas árvores, ser bem aberto, tem uma rede de distribuição bem ao lado o que pode ocasionar acidentes com raios. A dica é: começou a aparecer raios, corra e abrigue-se.
No geral o parque é ótimo para quem quer uma opção de quadras rápidas em SP, além do ótimo acesso (em frente à estação Carandiru do Metrô) e tem algumas vagas do lado de fora do parque. E para quem quiser fazer um lancha antes dos jogos, tem uma lanchonete dentro do complexo de quadras, que praticam preços bem justos.

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AVALIAÇÃO GERAL – QUADRA 1

SUPERFÍCIE: Asfáltica

QUALIDADE DO PISO: 4 (Piso muito veloz, e bem conservado e limpo)

MARCAÇÃO: 5 (Nenhuma observação específica)

ÁREA DE ESCAPE: 5 (Perfeita, muito grande mesmo, mas necessita de pegadores para não estragar a diversão)

ÁREA DE ESPERA: 4 (Tem espaço para expectadores, mas peca pela a falta de sombra)

MANUTENÇÃO: 4 (A não ser por falta de cuidados na rede (não tem fita central) não compromete)

PRÓS: Parque manutenido, ótima área de escape, e com refletores para jogos noturnos.

CONTRAS: Falta de sombra, a necessidade de pegadores, e área de escape aberta ao fundo..

CONCEITO GERAL: 4,5


AVALIAÇÃO GERAL – QUADRA 2

SUPERFÍCIE: Asfáltica

QUALIDADE DO PISO: 4 (Algumas imperfeições, mas nada que possa a causar prejuízos na diversão)

MARCAÇÃO: 1 (Duplas linhas, e a marcação da quadra poli estraga se houver a presença de garfadores)

ÁREA DE ESCAPE
: 3 (Regular, mas com abertura ao fundo o que necessita de pegadores)

ÁREA DE ESPERA: 4 (Bom espaço para quem quiser assistir e jogar, necessita de sombra)

MANUTENÇÃO: 3 (Falta fita central na rede)

PRÓS: Limpeza, e área de espera.

CONTRAS: Falta de sombra, a necessidade de pegadores e marcação confusa.

CONCEITO GERAL: 2,8

Entrada do Parque Esportivo
Endereço:Av. Zaki Narchi, nº 1309

Entrada do Parque Central
Endereço: Av. Ataliba Leonel, 500

Entrada Parque Institucional
Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2500
Santana – São Paulo – SP (alterar o nº, que é 2.630)

Telefone: 2251-2706
Dias úteis das 8h às 18h

Atendimento e Funcionamento da administração:
De segunda a sexta das 08 as 18h.

Funcionamento:
Área central – de segunda a domingo das 6 as 21:30h.
Área esportiva – das 6h as 24h de segunda, 6h as 2h de terça a sábado, 6h as 23h nos domingos.
Estacionamento grátis somente pela Av. Zaki Narchi,1309.
Metrô: Estação Carandiru

Em um calor infernal da cidade de São Paulo, e mais uma sexta-feira (6 mar 09) realizei uma visita em mais um complexo de quadras de tênis gratuitas, agora no bairro de Pirituba na Zona Oeste de São Paulo.

Estas duas quadras ficam alojadas no Parque Municipal Parque Jacintho Alberto, e conta com duas quadras de saibro bastante regulares, que não há parâmetros para diferenciar ambas por tão bom o grau de conservação.

No parque além das quadras, há uma estrutura boa que contém uma pista de Cooper, pista skate, diversas mesas para xadrez, quadras poliesportivas, e uma ampliação de uma cancha de bocha. Nota: Todas em bom estado de conservação. Mas vamos ao nosso assunto principal que são as quadras de tênis.

QUADRAS DE SAIBRO

Apesar de anteriormente assumir que sou contrário as quadras de saibro, a primeira vista deu muita vontade de jogar nesta quadra tal o estado de conservação da mesma. Nivelada, limpa, e com até penduradores de raquetes inclusos.

Uma quadra de um pó de tijolo muito fino (que este que vos escreve testou o quique da bolinha, e constatou que esta freia bem mais com esse tipo de piso. Um dos pontos que eu achei interessante que este pó de tijolo, tão fino, deixa a quadra extremamente lenta, o que é uma ótima opção para quem está começando e que quer desenvolver as técnicas de golpear a bola, ou para jogadores que gostem de trocas longas de bola.

Em contrapartida, para pessoas que gostam de colocar bolas anguladas, ou mesmo gosta de tentar winners de todos os lugares da quadra, uma partidinha pode virar uma procissão infinita de trocas de bola, onde provavelmente o jogo se definirá pela a exaustão de um dos jogadores.
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A manutenção é bem efetiva e constante, pois, há funcionários do parque que regularmente nivelam o pó de tijolo, e abaixam a poeira com água. (NA: Esse sistema de irrigação poderia ser feito com água de re-uso, mas isso é uma sugestão).

Dentro das quadras há dois bancos de espera, com quatro lugares cada, porém, são descobertos, o que em outras palavras pode virar um calvário tendo em vista a demora na definição dos pontos em uma determinada partida. Uma coisa que me chamou a atenção, foi a fita de marcação;. Em determinados lugares ela parece estar um pouco “acima” do nível do solo, o que pode gerar acidentes como um tropeço, mas nada que estrague a diversão. E ainda sobre a quadra, reparei que o pó de tijolo é fino, mas há presença de argila em pó misturada na composição que deixa a mistura mais fina.

O ideal para quem vai jogar nessa quadra é levar bastante protetor solar nos dias de sol forte, e torcer para que as partidas terminem rápido, pois, há uma grande deficiência de árvores no local (devido ao parque ser uma área antiga da prefeitura que foi totalmente reformada). O parque apresenta uma boa rede de bebedouros e a administração do parque é bem acessível para sugestões, criticas e reclamações. O parque fica a 7 minutos da estação de trem Pirituba e do Terminal de ônibus Pirituba.

E dentro disso, chego à conclusão que essa sem sombra de dúvidas é uma das mais bem cuidadas quadras grátis de SP, boa manutenção, boas instalações e um ótimo ambiente sem poluição. Imperdível.

AVALIAÇÃO GERAL

SUPERFÍCIE: Saibro

QUALIDADE DO PISO:  4 (Piso extremanente lento pela a possível presença de pó de argila, e pela a finura no pó de tijolo )

MARCAÇÃO: 3 (Não prejudica, porém na área do “T” da quadra 1 pode ocasionar acidentes, devido a soltura da quadra )

ÁREA DE ESCAPE: 3 (Muito boa, mas tem bancos de concreto que podem prejudicar a segurança)

ÁREA DE ESPERA: 3 (Esperar um jogo lento, sob o sol a pino sobre a cabeça é uma missão árdua. )

MANUTENÇÃO: 5 (Filtragem, nivelamento, e resfriamento da quadra excelentes, e funcionários dedicados para executar essa função, além de ser um ambiente (o parque no geral) ser muito bem limpo)

PRÓS: Nivelamento, Filtragem do pó de tijolo, 8 pessoas por quadra para espera, parque muito bem manutenido.

CONTRAS: Falta de sombra nas áreas de espera, piso extremamente lento, marcador de uma quadra solto.

CONCEITO GERAL: 4

Parque Municipal Jacintho Alberto

Rua Talófitos, 16 – Jardim Cidade Pirituba.

Telefone: 3994-0947.

As quadras esportivas requerem medidas mínimas, ter o piso adequado ao esporte praticado e, se necessário, dispor de boa iluminação. Recomenda-se sempre a contratação de assesoria especializada, já que aspectos como localização do terreno, piso ideal, sistemas de drenagem e iluminação são decisivos.

O primeiro ponto a considerar é o terreno. Caso ele sofra apenas um corte, a terra deverá ser bem compactada, com a ajuda de um rolo pequeno. Já as áreas aterradas exigem a compactação feita por máquinas mais pesadas, como trator de esteira. Se o aterro não for bem feito, o piso poderá futuramente apresentar trincas e ondulações.

Também a umidade pode trazer sérios problemas. Se a área tiver sido banhada por um córrego, o ideal é fazer um sistema de drenagem tipo “espinha-de-peixe”, com aproximadamente 4 polegadas. Para os terrenos situados em vales ou áreas baixas, é possível fazer uma vala de 30cm de largura com 1 metro de profundidade ao redor da quadra, numa distância de 50cm, revestida com argamassa de cimento e areia e ter, embutida no fundo, uma meia canaleta de escoamento, com largura entre 15 a 30cm, conforme a declividade do terreno, e saída para a rede de esgoto.
Com exceção da quadra de saibro, que já é autodrenante, as demais têm piso impermeável, o que obriga que a superfície tenha 1% de caimento para todos os lados, facilitando o escoamento das águas pluviais e evitando a formação de poças.
Para a implantação de quadras descobertas, deve-se posicioná-las no eixo Norte-Sul (ou o mais próximo possível dele), em função do ofuscamento provocado pelo sol.

O piso da quadra e a textura do acabamento são muito importantes, podendo interferir bastante no desempenho dos jogadores. Os principais tipos são:

Saibro – ideal para tênis, sua execução requer muitos cuidados. A construção deve ser feita em terrenos planos, bem compactados e, de preferência, de composição argilosa. O primeiro passo é fazer uma moldura com blocos de cimento e cinta de concreto na medida da quadra. Ela deverá ter 30cm de altura e ficar parcialmente enterrada. No fundo dessa moldura é espalhada uma camada de 20cm de altura de cacos de tijolo, que deve ser muito bem compactada com a ajuda de água. Em seguida, cobre-se o espaço com uma camada de 20cm de saibro misturado com argila e terra vermelha. Depois de compactada com um rolo pesado, deve-se abrir pequenas valas e fazer sapatas de concreto nos locais onde serão fixados os postes de sustentação da rede. Por fim, espalha-se o pó de telha, o que facilita a movimentação dos jogadores. Deve-se prever caimento de 0,5% nas laterais. A autodrenagem demora cerca de 8 horas. As obras duram aproximadamente 6 semanas. Se a quadra for construída em terrenos irregulares, aterrados, de pouca firmeza ou sobre lençol freático, deve-se prever o contrapiso, o que acarreta a necessidade de um sistema de drenagem.
A manutenção do saibro é bastante trabalhosa. São necessárias freqüentes reposições do pó de telha da superfície, é preciso molhá-la para mantê-la sempre úmida, garantindo a maciez do piso, a firmeza do solo e evitando que o vento levante nuvens de pó. O ideal é varrer e molhar a quadra duas vezes ao dia.

Cimentado – sua execução é simples: sarrafos de madeira, de 10cm de altura x 2,5cm de largura, são dispostos na forma de quadrados de 2 x 2m sobre um lastro de pedra nº 2 com 5cm de altura. Esses quadrados devem ser preenchidos diagonalmente por uma camada de concreto de 8cm de altura. Após a cura de 24 horas, os sarrafos são retirados e o espaço vazio é preenchido por concreto ou asfalto. O acabamento tem, em média, 2cm de espessura e pode ser feito com argamassa de cimento e areia quando se tratar de quadras descobertas, ou por pó de cimento, se a quadra for fechada. A demarcação é feita com tinta acrílica resistente à abrasão. Deve-se considerar que o cimentado não absorve o impacto dos movimentos dos jogadores.

Asfáltico – de fácil construção, pode ser usado para quadras de quase todos os esportes. Sobre uma base de pó de pedra é colocada uma camada de 5cm de pedra nº 1. Em seguida, uma camada de emulsão asfáltica e outra de pedriscos com altura entre 3 a 5cm. Por fim, uma nova camada de emulsão asfáltica e de 2 a 5 demãos de resina sintética. No caso de quadras de tênis, o acabamento da última demão deve ser áspero, para que o pique da bola seja mais lento. A construção demora 2 a 3 semanas. Como manutenção, a resina sintética deve ser substituída a cada 5 anos nas quadras abertas e a cada 8 anos nas fechadas. O escoamento da água demora de 15 a 20 minutos.

Areia – própria para futebol society e peteca, deve ser construída sobre um contrapiso. Um dreno “espinha-de-peixe” de 4 polegadas deve ser previsto. Serão aplicadas uma camada de 15cm de espessura de pedra nº 2, uma camada de 10cm de pedra nº 1 e, finalmente, 10cm de areia, no mínimo. A manutenção consiste em alisar a camada de areia com uma rede velha.

Madeira – usada somente em quadras cobertas, é ideal para squash ou quadras poliesportivas. As espécies mais indicadas são o ipê e o pau-marfim. As tábuas devem ter 5cm de largura x 2,5cm de espessura. Elas são flutuantes, ou seja, fixadas em barrotes no sentido longitudinal, distantes 50cm um do outro. O espaço vazio entre eles pode ser preenchido com placas de chapas de madeira ou com poliestireno expandido. O acabamento é em verniz de poliuretano e as demarcações são feitas com tinta epóxi.

Emborrachado – existem dois tipos: fundido no próprio local ou industrializado. O primeiro consiste numa camada de borracha espalhada sobre o asfalto ou cimento com a ajuda de uma espátula. Na quadras fechadas, sua espessura é de 6mm; nas abertas, varia de 6 a 12mm. Requer manutenção a cada 5 anos, em média. O industrializado é encontrado em rolos e é fixado sobre uma base de asfalto ou cimetno com cola de poliuretano. A manutenção demora 20 anos. Encontradas em várias cores, são próprias para tênis, badminton e quadras poliesportivas. Se a quadra tiver apenas finalidade recreativa, não é preciso seguir as medidas oficiais, bastando manter a proporcionalidade. Já a demarcação do piso não deve ser alterada. Ela deve ser pintada sobre um piso de cor neutra, como verde, amarelo ou cinza. De acordo com as normas internacionais, cada esporte tem cores determinadas para marcação das medidas: o branco é usado para tênis, vôlei, badminton, squash e paddle, o amarelo, para handebol e o azul, para basquete. No caso das quadras de saibro ou areia, a demarcação pode ser feita usando fitas especiais, vendidas em lojas de artigos esportivos, que são fixadas com a ajuda de pregos de 10cm de comprimento. Outra possibilidade é abrir pequenas valetas no lúgar das linhas de demarcação e preenchê-las com uma tira de concreto de 5cm de largura. Depois é só pintar com tinta acrílica especial para cimentado. As quadras de areia também podem ser demarcadas com uma simples pintura a cal.

Quanto à iluminação, recomenda-se que profissionais especializados façam o cálculo. Um projeto simples e mínimo para uma quadra poliesportiva consiste em 8 luminárias dispostas em 4 postes, com altura variando de 6 a 8 metros, e lâmpadas de mercúrio de alta pressão de 400W.
O fechamento com alambrado deve estar situado a uma distância mínima de 2 metros da quadra.

Fonte: Revista Arquitetura & Construção – ago/93.

O Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como “Pelezão” para realizar uma visita às quadras de tênis disponíveis no local.

No Centro Esportivo há duas quadras de tênis gratuitas e descobertas, uma de saibro e outra de cimento. O complexo de quadras também possuí um paredão para aquecimentos ou exercícios e uma área conservada com presença de lixeiras para coleta seletiva e bebedouros conservados e limpos. Vamos a uma análise sobre as quadras propriamente ditas.

QUADRA DE SAIBRO ( QUADRA 1)

Apesar de não ser um adepto desse tipo de superfície, me surpreendeu o estado de conservação da quadra em si apresentando poucas imperfeições mesmo com uma chuva muito forte que caiu sobre a quadra cerca de 18 horas antes. Um piso bastante regular, com uma pequena observação negativa sobre as fitas de marcação que estão quase que no tom da quadra, o que indica que necessita de uma troca; mas nada muito urgente.

A manutenção da quadra é feita geralmente após as aulas de professores da prefeitura que mantém um projeto de iniciação no esporte para crianças, jovens e adultos, e conta com um rolo nivelador e tela para auxiliar na “filtragem” do pó de tijolo. A quadra contém também duas áreas cobertas para a espera para as trocas nos famosos “contras” que costumam ferver nos finais de semana. Segundo um funcionário, os horários cheios são geralmente os finais de semana pela a manhã, e os melhores horários para se bater uma bolinha são nas tardes desses mesmos dias.

É importante atentar que apesar do parque ser bem arborizado as áreas das quadras não oferece uma disponibilidade de sombras naturais, mas para isso é só levar um boné para minimizar os efeitos do calor.

A conclusão que eu chego dessa quadra de saibro, é que é uma quadra boa para se jogar, rede bem nivelada, e de agradável área de espera.

AVALIAÇÃO GERAL

SUPERFÍCIE: Saibro

QUALIDADE DO PISO: 3 (Avaliação prejudicada por chuva na noite anterior)

MARCAÇÃO: 2 (Deixa um pouco a desejar, necessita de troca)

ÁREA DE ESCAPE: 3 (Poderia ser melhor a não ser por uma mesa de concreto localizada no interior da quadra o que prejudica a segurança)

ÁREA DE ESPERA: 4 (Muito boa com algumas áreas de sombra e disponibilidade de água gelada )

MANUTENÇÃO: 3 (Há funcionários específicos que fazem o nivelamento em períodos regulares )

PRÓS: Nivelamento, disponibilidade após períodos de chuva, e boa área de espera.

CONTRAS: Falta de sombras em determinados locais, área de escape ao fundo com muito mato.

CONCEITO GERAL: 3

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QUADRA ALSFÁLTICA  ( QUADRA 2)

A uma primeira vista desta quadra encontramos uma quadro de uma  falta de manutenção por parte do Centro Esportivo no que diz respeito ao piso da quadra que encontra-se com diversas imperfeições, estas que por sua vez podem ocasionar lesões graves como torção de tornozelos e/ou joelhos além de quedas por parte dos jogadores, devido ao constante deslocamento curto e veloz que o esporte exige.

A quadra não possuí área de espera para demais jogadores, mas em contrapartida as suas áreas de escape são muito grandes e não apresentam obstáculos para os deslocamentos.

A conclusão que fica nesse post é que não é recomendada a prática de tênis nessa quadra devido as imperfeições muito salientes principalmente nas áreas de escape e na área de voleio (o “T) que pode ocasionar lesões sérias tanto ligamentares, quando ortopédicas.

AVALIAÇÃO GERAL

SUPERFÍCIE:Asfáltica

QUALIDADE DO PISO: 1(Diversas imperfeições que apresentam grande potencial para ocorrência de lesões)

MARCAÇÃO: 2(Necessita junto com a reforma do piso uma nova pintura)

ÁREA DE ESCAPE: 4 (Muito espaçosa, tanto para a área de fundo de quadra quanto para as laterais)

ÁREA DE ESPERA: 1(Possuí assentos tímidos e é junto com o banco de espectadores, ou seja, chegou depois da platéia vai ficar em pé )

MANUTENÇÃO: 1(O piso foi fator determinante, pois não há um sistema de correção de imperfeições )

PRÓS: Ótima área de escape, secagem rápida após periodos de chuva.

CONTRAS: Piso com muitas imperfeições, não é recomendada a prática.

CONCEITO GERAL: 1

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Em uma rápida análise (falando como cidadão Lapeano ) é fácil encontrar os motivos para uma falta de investimentos (principalmente na quadra rápida) por parte da administração; e esse motivo principal foi a criação das quadras no Parque Villa Lobos (estas que por sua vez vem atender estratégicamente o perfil do jovem profissional morador de área de alto padrão da zona oeste) que além de não ficar na administração da Subprefeitura Lapa (o que acarretaria em um aumento de recursos para uma administração equitativa) ocasionou o êxodo dos tenistas daquela área em troca de quadras com uma qualidade superior. A título de informação, a Subprefeitura de Pinheiros que administra o Villa Lobos recebe além de recursos da Subprefeitura, o incentivo financeiro de empresas para manutenção de suas quadras (que atrás da publicidade para o perfil do jogador de tênis especificado anteriormente), uma prova disse é que mês de janeiro é disputado o SPOpen (Aberto de São Paulo) no parque com a participação de diversos parceiros. Soma-se a isso um êxodo dos moradores lapeanos ao parque (preferindo como opção o Villa Lobos) é muito difícil para a administração angariar recursos para investimentos no Centro Esportivo.

Centro Educacional e Esportivo Edson
Arantes do Nascimento (Pelezão)

Rua Belmont 957 – Lapa
Telefone: 3834-0032
Estacionamento grátis e sem seguro

Hoje tem início aqui no Esporte Social a série “Quadras de São Paulo” que fará um raio X nas quadras de tênis públicas de São Paulo em todos os seus aspectos, sejam eles positivos /ou negativos em uma abordagem simples, mas de extrema utilidade aos cidadãos dessa megalópole.

O ES vai aborbar de maneira nua e crua as condições nas quais o tenista amador tem que conviver seja por falta de uma escola ou clube de tênis; seja por outros mais diversos motivos que vão desde recursos financeiros, disponibilidade de tempo ou mesmo distância só para citar alguns entraves para a prática dessa modalidade.

O desafio principal do site é localizar TODAS as quadras públicas de São Paulo e disponibilizar essa informação de maneira organizada e real, com isso, incentivando a prática desse ótimo esporte que sofre por diversos problemas desde políticos-culturais até por desinteresse dos profissionais do ensino da modalidade.

Muito se sabe sobre os estilos de jogo de tênis, porém, dentro dessa abordagem vou utilizar alguns trechos do Manual para Treinadores Avançados da ITF que fala sobre os estilos de jogo e as estratégias para cada um deles e de que forma esses estilos podem se neutralizarem entre si:

Se você é jogador de CONTRA-ATAQUE e jogará:

-contra jogador contra-ataque: seja paciente, cometa menos erros, dê drop-shots, bolas curtas anguladas, chame seu adversário à rede;
-contra jogador que ataca no fundo de quadra: seja regular, varie os golpes, chame-o para a rede, jogue mais lento;
-contra jogador completo: jogue com profundidade, mexa seu rival, acerte bem primeiros saques, misture passadas e lobs;
-contra jogador saque e voleio: devolva com precisão, alterne passadas e lobs, acerte bem primeiros saques.

Se você é jogador que ATACA NO FUNDO DE QUADRA e jogará:

-contra jogador contra-ataque: seja paciente, mexa seu rival, limite os números de erros, jogue defensivamente em alguns casos, alterne o jogo de paciência com jogo de ataque;
-contra jogador que ataca no fundo de quadra: jogue bolas altas no setor mais frágil, faça com que seu rival se mexa, mantenha a bola profunda;
-contra jogador completo: mantenha o rival longe da rede e em movimento;
-contra jogador saque e voleio: aponte seus golpes ao voleio mais frágil.

Se você é jogador COMPLETO e jogará:

-contra jogador contra-ataque: não fique impaciente, mexa seu rival, jogue bolas altas no setor mais frágil, varie seus voleios, ataque a bola certa;
-contra jogador que ataca no fundo de quadra: varie os golpes, mude o ritmo, devolva os “grandes golpes” de seu adversário, varie a forma e o momento de seus ataques;
-contra jogador completo: “force” seu rival, varie seus golpes, mexa seu oponente, devolva seus “grandes golpes”;
-contra jogador saque e voleio: suba a rede antes de seu adversário, tente bater a bola rapidamente na devolução, alterne passadas e lobs, saque e suba com seu primeiro saque e varie as subidas com seu segundo saque.

Se você é jogador que SAQUE E VOLEIO e jogará:

-contra jogador contra-ataque: varie a colocação dos serviços, dos voleios e golpes; não cometa muitos erros não forçados;
-contra jogador que ataca no fundo de quadra: varie a velocidade, o efeito e a colocação de seus golpes, chegue rápido à rede, dite o ritmo;
-contra jogador completo: saque e suba com seu primeiro saque e varie as subidas co o segundo, varie as devoluções, dite o ritmo;
-contra jogador saque e voleio: acerte uma alta porcentagem de primeiros saques, suba a rede o máximo possível, varie as devoluções, se possível jogue lobs.

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Aproveitando uma discussão iniciada pelo  Zé Gatão, levanto aqui uma questão sobre o paradoxo dos diversos estilos de vida que nos chegam através de um bombardeio incessante da grande mídia dos hábitos de vida que nos são apresentados como “corretos”.

Os mais diversos meios de comunicação induzem a população a adotar diversos padrões de comportamentos para “aparentar” uma situação de ser bem sucedido perante uma comunidade (mesmo que isso não tenha relação nenhuma com a méritocracia), e a mesma que faz parte de uma sociedade, explorando com o objeto do marketing nossas necessidades através de recursos sejam eles de persuasão, ou psicanalíticos; para sermos reféns do consumo e da inanição.

O esporte entra nessa discussão onde, por uma falta de cultura adequada do povo em geral, muitos cidadãos, simplesmente esquecem de ater a importância de cuidar da saúde mediante a prática de esportes; pois estes, além de serem excelentes meios de recreação e sociabilização, auxiliam de maneira satisfatória a manutenção da boa saúde.

A foto acima evidencia como é a diferença em relação à atitude (individual) de manutenção dessa saúde. À esquerda o participante Norberto, do Big Brother Brasil 9, e a direita o ator Sylvester Stallone. A linha paradoxal é a idade dos supracitados. Enquanto o ator americano tem 62 anos; o participante do reality show brasileiro tem incríveis 63 anos.

A diferença de shape entre os dois chega a ser até assustadora para os mais leigos, porém, só é o retrato da negligência da saúde tão comum na cultura do nosso país; onde os nossos idosos não buscam a qualidade de vida ideal, e sim, são personagens que encarnam a figura dos coitadinhos que somente fazem crochê, ou mesmo se acabam em mesas de dominó ou bingos esperando a derradeira morte bater a porta.

Hoje em dia a discussão sobre o papel do esporte como meio de vida está deixando de ser passatempo e recreação, e, em alguns casos já é questão de saúde pública e necessidade. A grande questão é: Será que o ambiente influência totalmente a satisfação introspectiva (que gera a famosa procrastinação com a saúde e o comodismo) que prejudica o desenvolvimento social, psicológico e físico do agente; ou é a falta da busca externa (fora do ambiente onde o agente está inserido) de alternativas de estilos de vida, e de força de vontade continua sendo a força motriz para inibir uma mudança de hábito e manutenção da própria saúde?

 

Para os mais diferentes esportes encontramos a necessidade de adaptação adequada do calçado seja para melhoria do desempenho, ou para uma qualidade no conforto durante o desporto. Com isso a indústria de materiais esportivos com o advento de novas tecnologias vem a cada ano inovando no desenvolvimento de produtos esportivos, os quais, muitos por preços ainda salgados para padrões brasileiros ainda estão fora do poder aquisitivo da população “comum”.
Cada modalidade, de acordo com suas características peculiares necessita de um determinado tipo de calçado que mais se adéqüe para uma melhora do rendimento e preservação da integridade física do atleta em questão. E dentro disso, é de fundamental importância saber qual é o tipo de calçado ideal para realizar determinada atividade física.

Primeiramente os calçados detêm sete características básicas e estas especificações auxiliam na avaliação do calçado. As características básicas para a escolha de calçados esportivos são:

Amortecimento: O sistema amortecimento auxilia na redução de impacto entre 30 e 38% sobre as articulações de acordo com o nível de peso exercido sobre o referido sistema evitando possíveis lesões articulares principalmente sobre tornozelos e joelhos. A título de informação corredores tem em média um impacto sobre as articulações de 2 a 3 vezes o peso do corpo, tenistas em média 4 vezes o peso do corpo, e jogadores de basquete e de vôlei cerca de 10 vezes o peso do corpo.

Estabilidade: A estabilidade do calçado está relacionada á neutralização do tipo de pisada de acordo com a atividade exercida, é responsável por manter o pé firme ao solo durante o deslocamento nas mais diversas situações nos mais diversos tipos de terreno. Essa estabilidade é gerada com a utilização de diversos materiais elasto-plásticos, bem como desenhos de design biomecânicos. Exemplo: Atletas de esportes como trekking, ou montanhismo necessitam de um sistema de compensação de estabilidade devido aos acidentes do terreno.

Durabilidade: É praticamente o tempo que o material resiste com a ação do tempo, bem como a depreciação durante a execução da pratica esportiva. É relacionada também a vida-útil do material para uma substituição. Exemplo: Um calçado para a realização de provas de longa distância (Triátlon) deve ser revestido de material resistente, enquanto provas como de 100M rasos, raramente os corredores utilizam mais de uma vez o mesmo calçado devido ao material pouco resistente.

Leveza: É basicamente o peso do calçado, e de que forma esse peso pode influenciar no desempenho final. Um calçado de corrida de aventura por suas características de ser a prova d’água, e capacidade de retenção térmica é mais pesado que um calçado de montanhismo indoor, este que não necessita desses recursos, pois tem a única finalidade de proteger os pés sem prejudicar a percepção tátil do atleta.
Flexibilidade: Relacionado ao conforto interno, e é utilizada comumente em atividades que requerem determinada elasticidade para a realização de deslocamentos. Os esportes que exigem um deslocamento de corrida explosiva (sprint) têm como distinção a flexibilidade para auxiliar nas articulações dos tornozelos que por sua vez contribuem para o aumento na velocidade.

Tração: Basicamente é o coeficiente entre a força empregada para vencer o atrito de acordo com o nível de força empregada para realizar determinada tarefa. A tração é bem peculiar para cada tipo de esporte, tendo em vista que esta característica pode ser a diferença de um bom desempenho (Exemplo: os deslizes praticados nos jogos de tênis no saibro, conhecidos como “Surfing in the Clay” (Surfando no saibro)) ou uma lesão de cunho permanente como as relacionadas ao péssimo design do solado das novas chuteiras de futebol que a cada ano contribuem para que haja cada vez mais lesões nos ligamentos cruzados devido ao excesso de tração lateral.

Ajuste: Mensura o conforto de acordo com a estabilidade necessária para a prática desportiva de acordo com biomecânica da atividade em questão. Nesta característica é importante salientar que esta relaciona os aspectos do conforto e do desempenho, uma vez que um calçado pode ser biomecanicamente perfeito, mas não ser ideal devido à causa de desconforto por parte do esportista, sendo este o critério mais subjetivo das características dos calçados esportivos.

Levando em consideração essas características, pode-se fazer uma escolha do calçado ideal para cada tipo de pratica desportiva, e com isso maximizar o desempenho esportivo, e o mais importante que é minimizar o risco de lesões, estas que causam prejuízos para atletas de alto rendimento, bem como praticantes do esporte social que objetiva somente o lazer desportivo para melhoria na qualidade de vida.

 

 

Com o crescimento do Tênis Social – aquele que não tem comprometimento nenhum com qualquer tipo de competitividade, e sim com a boa forma física e mental além de prover qualidade de vida mediante a recreação – se popularizou muito a abertura de novas escolas de tênis por todo o Brasil porém o país está em uma entre-safra de grandes atletas, e estamos sofrendo com uma “monocultura tenística” nos últimos 20 anos, no qual produzimos muitos atletas de qualidade em um determinado tipo de piso. Mas o que o piso tem haver com o esporte nosso dos finais de semana? E de que forma ele interfere na nossa performance e desenvolvimento técnico, tático e físico?

Ainda dentro desse panorama, temos um quadro no mínimo preocupante que é o fato de que poucos atletas brasileiros que obtém destaque em quadras rápidas, e o que fica como aviso desse pouco aproveitamento brasileiro é  como está sendo feito o trabalho de base  para as novas gerações, e para os amantes do esporte, e qual maneira possa ser desenvolvida não somente bons jogadores de um determinado piso, mas que seja revelados diversos talentos e todos os pisos;  e o que cada tipo de quadra pode ter relação com o desenvolvimento do esporte social em sua aborgadem técnica e física?

Um dos fatores que contribuem para essa monocultura tenística são os tipos de quadras oferecidas pelos clubes pelo Brasil afora. Sem dúvidas o tipo de piso é fator direto para compreender o desenvolvimento em qualquer tipo de piso; negar isso é como admitir que os jogadores de Futsal teriam a mesma performance se a quadra fosse de grama, ou de terra. Eis aqui os princiáis tipos de superfícies e o que cada uma contribuí (ou não) para desenvolvimento da jogabilidade.

Mas vejamos as caractéristicas quanto a jogabilidade para cada tipo de perfil técnico, físico e tático em uma visão do esporte voltado a recreação e o desenvolvimento da saúde através do esporte.

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SAIBRO: Este tipo de piso se caracteriza por sua superfície ser composta de pó de tijolo. A principal característica técnica deste piso é que ao quicar da bolinha no chão, a mesma perde muita velocidade mas acaba ganhando em efeito, o que consequentemente acaba tornando o jogo mais lento.

Prós:

- Boa para quem tem bom jogo de fundo de quadra;

- Boa quem está um pouquinho além do peso por exigir menos deslocamento;

- Ótima para desenvolvimento do drive.

Contras:

- Para quem não tem paciência para ficar trocando bolinha;

- Para quem gosta do estilo de jogo saque-voleio;

-Para quem não tem um bom arsenal de spins;

- Para quem não gosta de “surfar no saibro”.

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CARPETE: Quadra de surpeficíe dura, onde a bolinha obtém uma velocidade muito alta. Boa para quem tem bons reflexos e uma boa capacidade de deslocamento. Técnicamente é a quadra que oferece maior leque de possibilidades técnicas.

Prós:

- Para quem joga no estilo saque-voleio;

- Para quem tem bons saques;

- Para desenvolvimento físico;

- Para treino de devolução;

- Para desenvolvimento técnico-tático com aprimoramento de winners;

- Para aprimoramento do raciocínio tático.

Contras:

- Para quem está com sobre peso, que pode a vir gerar seja lesões por impacto;

- Para quem não tem um arsenal tático definido;

- Para quem não tem uma boa devolução de serviço.

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GRAMA: Superfície muito irregular, é constituída de uma espécie de relva que não ultrapassa os 8mm. Devido ao fato de proporcionar menor resistência ao quique da bolinha, a mesma não perde velocidade e vai sempre em uma altura muito baixa da linha de devolução, e que além disso dependendo do quique a direção pode ser mudada drásticamente ,o que proporciona um jogo muito veloz.

Prós:

- Para o estilo de jogo clássico saque-voleio;

- Para detém um serviço muito bom;

- Para quem quer exercitar e desenvolver uma ótima devolução.

Contras:

- Para quem não tem uma boa-ótima devolução;

- Para quem gosta de drives na linha de base;

- Para quem não tem habilidade de subir a rede.

- Para quem não detém uma qualidade de spins no saque.

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SINTÉTICA: Quadra de superfície muito veloz, onde o quique da bolinha vem em uma altura muito maior que as outras e de ritmo de jogo é bem veloz. Em grande maioria possuí um leve sistema de amortecimento de impacto devido a diversas camadas internas durante a construção.

Prós:

- Ideal para quem já possuí um desenvolvimento físico;

- Boa para o estilo de jogo saque-voleio;

- Favorece a utilização de recursos técnicos como spin, top spin, slices, etc.

Contras:

- Para quem está fora de forma;

- Para quem não possuí uma boa devolução;

-Para quem não detém de atributos técnicos e variação tática definidas.

“O que é bonito é o esforço contínuo, fruto da meritocracia que o nosso país esqueceu…
O corpo é meio.
Saúde é finalidade.
Vitória é chance e consequencia.
Mas a disciplina é rotina…” (Paulo Muzy)

Após vasculhar alguns arquivos na internet, encontrei essa entrevista antiga do Dorian Yates, em que o mesmo diz os efeitos que o esporte o trouxe no passar dos seus muitos anos de fisiculturismo. Muito interessante a abordagem na qual ele escolheu para ter o esporte sobre o seu estilo de vida.

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Muitas pessoas questionam-se se o hexacampeão do Mr. Oympia Dorian Yates retornará a competir ou se ainda treina. Em recente visita a Templo Gym, academia onde treinei e prescrevi treinamento por quase oito anos, tive a oportunidade de conseguir uma entrevista exclusiva cedida gentilmente por Dorian, onde podemos esclarecer algumas questões.Diga-se de passagem, Dorian ainda treina e se mantém em boa condição, tendo como o seu novo parceiro Dean Horton, que outrora treinava sob a minha supervisão. Na Templo Gym tivemos a oportunidade de treinar a três.

MI- Se não fosse a sua contusão no tríceps, você continuara a competir ou seu plano era mesmo o de se ausentar das competições ainda no auge de sua carreira?

DY- Sempre fez parte de meus planos me retirar das competições no auge de minha carreira. Eu pretendia participar da última competição da melhor forma possível, mas a minha distensão não permitiu que eu treinasse com toda a eficiência. Considerava, naquela época, que aquele possivelmente seria o meu último Olympia. Porem, mesmo tendo sido muito difícil as três últimas semanas de preparação ainda pensava na possibilidade, mesmo que remota, de talvez participar de mais uma competição caso me recuperasse.

MI- Foi uma pena apesar de você ter feito o melhor, não?

DY- Sim após a distensão, mesmo tentando treinar e me preparar em dez meses, não foi possível conseguir o mesmo resultado, ou seja, não faria sentido competir.

MI- Eu me lembro de você treinando apenas um lado do seu corpo, obteve algum resultado com isto?

DY- Existem evidencias científicas que se você treinar apenas um lado do seu corpo outro também é estimulado. Apesar de ter sentido algum estímulo neuromuscular positivo, creio que o melhor resultado tenha sido o ótimo efeito psicológico, popis ainda estava vindo para a academia, que é melhor do que ficar em casa sem fazer nada.

MI- Dorian, eu também tenhp certeza de que você fez o melhor. Você consegue visuaçizar algum culturista que possa vencer mais do que dois Olympias consecutivamente tal como você, Arnold ou Lee Haney?

DY- Fiquei muito impressionado com Ronnie Coleman e acredito que ele é o favorito este ano. Ele estava fenomenal e sei que é uma pessoa mentalmente equilibrada, o que é muito importante no culturismo. Muitos atletas tem um ótimo potencial, mas não tem a mesma dedicação. Eu reconheço Flex Wheeler como um grande atleta, com um potencial genético incrível é o atleta que respeitava e o único que considerava como um adversário em potencial, mas ele não se aplicou como eu. Se ele não venceu até hoje, muito provavelmente não vencerá mais. Em função de sua personalidade crio que ele não conseguiria ser bom o suficiente.

MI- Quais os culturistas que hoje você mais admira?

DY- Ronnie Coleman é impressionante, Flex Wheele tem um físico arrasador, Nasser eu respeito muito por ter conseguido construir muita massa muscular, treina arduamente e com dedicação, mas não o vejo como um vencedor em potencial por não ter um físico suficientemente completo.

MI- Qual o principal problema do Nasser?

DY- O dorsal dele é muito fraco e creio que ele não fez o suficiente para melhorar.

MI- Por que existe tanta confusão e desentendimento entre o que deve prevalecer entre massa e shape?

DY- Creio que eles não ficam mudando de idéia, o melhor físico é a melhor combinação entre massa e shape. Massa muscular, proporção e simetria, são os valores que devem ser considerados. Um dia um atleta traz o melhor pacote e na verdade não é o que tem maior massa e no outro dia o vencedor pode ser o que tem maior massa. O que importa é o que apresenta no dia da competição o melhor conjunto.
Os juízes não procuram pelo maior ou pelo menor e sim pelo melhor. Um dia pode ser Shawn Ray ou Flex Wheeler, no outro eu ou Nasser. Se procura pela melhor combinação. Não entendo por que as pessoas são tão confusas quanto a isto.

MI- Qual a melhor lição que você aprendeu do culturismo?

DY- Aprendi mais lições mentais do que físicas. Se você realmente se aplica em alguma coisa e se dedica vencerá. O importante é conseguir ser o Senhor de si mesmo. Se você deixa dominar pela preguiça e não deseja ir a academia treinar, a sua mente deve ser mais forte e conduzi-lo ao treino.
Cada vez que você ordena a sim mesmo acaba por ficar mais forte. Isto é disciplina e força mental. Por outro lado a cada vez que você se deixa vencer torna-se cada vez mais fraco.

MI- O que o motiva a se envolver em tantos trabalhos de caridade ajudando pessoas carentes, com doenças e até o meio ambiente e animais?

DY- Alguns dos projetos nos quais me envolvo não assumo 100% da iniciativa. Tem um cidadão na Índia que irá inaugurar uma academia com o meu nome; ele levanta uma quantia expressiva de dinheiro para caridade. Estou indo para lá para a inauguração do ginásio. Creio que tive sorte de alcaçar sucesso profissional e financeiro e acho justo retirbuir com pelos menos um pouco.
Culturistas tendem a ser muito egoístas, o seu treino, o seu físico, a sua alimentação. Isso não é tudo, creio que quando possível devemos fazer algo por outras pessoas também.

MI- Você nunca esteve na América do Sul, apesar de conhecer o restante do mundo. Você gostaria de ir ao Brasil ministrar seminários?

DY- Ouvi muito sobre o Brasil, inclusive de você mesmo. Sei que existe um grande interesse em culturismo, artes marciais e todos os tipos de atividades física. Sei que tenho muitos fãs por lá, será ótimo.

Entrevista por: Waldemar Guimaraes

http://www.waldemarguimares.com.br

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Assistindo o UFC 93: Franklin vs. Henderson é inevitável que não se faça algumas críticas sobre o desempenho técnico dos atletas durante as lutas.

O MMA vem passando por um rápido processo de adaptação para tornar-se mais divulgado entre as grandes massas para tornar-se um show televisivo como o Boxe, e outros esportes de luta; porém com essa ampla expansão do MMA, vem tornando o esporte cada vez em um espetáculo que não se parece com artes marciais misturadas, e sim como brigas como assitimos no Rio Heroes, mudando apenas a forma; mas o conteúdo é o mesmo. A ausência de refinamento técnico, é o principal vilão da qualidade dos eventos. Boxing sem nenhum fundamento, faixas-preta que não conseguem realizar um simples omoplata, etc.

A falta de nocautes, a ausência de submissões e o altíssimo índice de nocautes técnicos (muitos por precipitação dos juízes), aliado com regras que privilegiam a luta greco-romana e scores desnivelados vem contribuindo para que cada vez mais os lutadores não procurem se especializar em diversas artes marciais, e sim, fazer um “catadão” repetitivo, burocrático e sem criatividade para entrar na política do ‘ganho a qualquer preço’.

O MMA devido a sua difusão está em uma encruzilhada: Gratificar o jogo ofensivo que busca a finalização e supremacia em determinada arte marcial, ou continuar no Boxing & Wrestling burocrático para atrair determinadas parcelas da sociedade americana?

A solução seria a implantação de regras que buscam a combatividade, melhora da parte técnica dos lutadores com treinamentos de fundamentos básicos das artes marciais, e um desenvolvimento de programas de capacitação física para o MMA (quem assitiu a luta entre Mark Coleman x Mauricio Rua, em um primeiro momento achou que os dois correram a São Sulvestre antes de começar o combate)

Abaixo algumas imagens do UFC 93 – Franklin x Henderson.

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Nate Mohr vs. Dennis Siver.

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Marcus Davis mandando um chute nas costelas do Chris Lytle.

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Toquinho preparando um Slam para o Jeremy Horn.

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Toquinho executando o Slam.

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Shogun mandando um cruzado sem qualquer tipo de proteção para contragolpe.

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Shogun mandando um chute de esquerda sobre Mark Coleman.

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Hendo preparado para aplicar um upper em Rich Frankiln.

Tudo o que cerca do Bodybuilding é muito controverso, e mistificado quando se trata de métodos de treinamentos, dietas e drogas; mas aqui é um relato pessoal de um dos maiores bodybuilders de todos os tempos, onde em um relato sincero ele coloca muito do que é dito ocmo verdade a baixo.

“Em todas as competições escuto o seguinte. “Você deveria ver como eu estava alguns dias antes do campeonato. Eu estava na melhor forma da minha vida, mas no dia da competição, piorei muito “.

Esta é a mais freqüente lamentação nas competições de musculação. Em todos os casos que conheci, o atleta não considerou corretamente os pontos e acabou prejudicando sua dieta pré-competição. Sempre que acontece essa situação, eu posso garantir que o atleta “boiou”.

Atualmente, é habitual viver influenciado pela tecnologia, como se quanto mais pesdo-cientificamente fizermos as coisas, mais inteligentes seremos. A verdade no entanto está na simplicidade. Apenas nesse contexto poderemos analisar a situação com calma e objetividade. Em musculação não existe outra situação em que a simplicidade seja tão importante, como na dieta pré-competição. Sem duvida, modificações devem ocorrer neste período, mas o segredo é fazer modificações graduais, sem mudanças drásticas. Em qualquer nível em que você se encontre, o ideal é iniciar a dieta bem antes da competição, para que você não tenha que fazer nenhuma mudança no ultimo minuto. Pôr outro lado não inicie muito cedo, ao ponto de atingir sua melhor forma antes da competição, perdendo músculos no processo. Um erro também muito freqüente é conduzir bem a dieta e quando chegar perto da competição achar que as mudanças não foram suficientes, nesta situação você será tentado a fazer algo tolo e destrutivo, assim perdendo massa muscular também. Qualquer coisa que você faça, faça sempre da maneira mais simples. Planeje uma dieta suave e consistente, que você possa manter sob controle.

Recomendo o seguinte, caso seja a sua primeira competição, comece a fazer modificações na sua dieta para perder gordura de 12 a 14 semanas antes do evento. Eu sei que disse para fazer tudo simples antes, mas sendo a sua primeira dieta, pode ser útil escrever tudo que você come durante cinco dias, antes de iniciar mudanças. Pegue uma tabela de calorias, some tudo que você comeu e divida por 5, assim você terá idéia do seu consumo calórico diário. Assumindo que este é o nível calórico necessário para manter o seu peso corporal, está será a sua linha de base. Por exemplo , vamos considerar que você esteja consumindo 4000 Kcal por dia para manter o seu peso corporal. O seu consumo protéico deve se manter constante, ( eu recomendo de 2 a 3 gramas por quilo de massa corporal ), mas reduza o consumo de gorduras o mínimo possível. Certamente você precisara de alguma gordura para permanecer saudável, mas você pode eliminar as fontes mais obvias, como óleos e manteiga. Caso o seu consumo de gordura já seja baixo , não há muita coisa a fazer.

A maior variável, então será o consumo de carboidratos. Está é a maneira pela qual as maiores diferenças em consumo calórico irão ocorrer. Caso o seu nível calórico de manutenção seja 4000Kcal, então recomendo que a sua primeira redução seja de 500Kca por dia, isto significa que ocorrera um diminuição de aproximadamente 3500Kcal por semana em sua alimentação, o que corresponde a mais ou menos meio quilo de gordura. Algumas
destas equações podem não funcionar como esperamos , mas pelo menos você estará “em campo “e terá uma base de partida para aumentar ou diminuir sua ingestão calórica.

Outra maneira que atletas de fisiculturismo utilizam para diminuir calorias é aumentar a atividade física e o melhor método para isto é o exercício aeróbio e não a duração de seu treino com pesos. O beneficio aqui é que os exercícios aeróbios não interferem muito na recuperação de seu treino com pesos. Caso você não esteja muito acostumado com esse tipo de atividade, o ideal é começar com 20 minutos em dias alternados, depois passar para 30 minutos e finalmente 30 minutos todos os dias. O melhor horário para se fazer esta atividade é de manhã e em jejum.

Durante sua preparação você deve avaliar o seu progresso periodicamente, de preferencia toda semana. Na medida em que seu metabolismo diminuir, você deverá diminuir as calorias proporcionalmente. Talvez você conclua que deveria cortar mais calorias da alimentação ou aumentar um pouco os aeróbios para se ganhar mais 500Kcal por dia.

Inicialmente com esse decréscimo de calorias a sua perde em quilos será de aproximadamente um quilo por semana, mas isso não será para sempre, por isso que se deve verificar os resultados toda semana.

De maneira ideal o seu peso deverá chegar ao ponto mais baixo duas semanas antes da competição. Caso você consiga isso, poderá aumentar um pouco o consumo calórico. Essa sempre foi a minha própria estratégia. Pessoalmente não gosto de estar em situação de fazer mudanças drásticas na dietas faltando poucos dias para a competição. Com essa folga de duas semanas, você poderá diminuir um pouco os aeróbios e aumentar um pouco a ingestão calórica na medida em que a competição se aproxima.

Quando entro na semana que precede o campeonato, considero minha preparação terminada de tal maneira que a única coisa que resta a fazer é manipular os meus depósitos de água. Isto consiste em reduzir a minha ingestão de carboidratos por três dias e aumentar a minha ingestão de proteínas e gorduras, para manter a ingestão calórica constante. Durante estes três dias utilizo repetições altas e muitas séries. Nesse ponto não estou mais construindo músculos, e sim diminuindo os meus estoques de glicogênio. Três dias antes da competição como mais carboidratos que o usual durante a dieta. Uma regra geral se aplica aqui: se você diminuiu a ingestão de carboidratos 50% nos três dias anteriores, agora você deve aumentar 150% durante esses três dias de treinamento. Nestes três dias você deve eliminar toda a fonte de sódio, beba água destilada ao invés de água filtrada.

Basicamente esta é minha dieta pré competitiva, não faço nada mais tecnológico do que isto. Muitos atletas fazem uma dieta perfeita até a semana da competição, e então entram em pânico e tomam medidas drásticas que destroem tudo que foi construído. Essas medidas drásticas não fazem diferença, esses procedimentos podem até fazer você ficar 2% melhor, mas também pode fazer você ficar 50% pior. O melhor mesmo é não correr riscos, quanto mais simples melhor”.

O mais importante do esporte é a maneira que ele agrega pessoas, nações, e tem o poder mágico de até paralizar guerras. E o esporte e a educação estão estritamente ligados quando o assunto é qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. Esse texto do Roberto Vieira retrata bem a situação em que o esporte e a qualidade de vida estão em plano de importância no Brasil.

Por ROBERTO VIEIRA

Caso o fenômeno Michael Phelps fosse um país, ele estaria em sétimo lugar no quadro de medalhas.

Na frente da Rússia e da Austrália.

Da França e do Reino Unido.

Milhas e milhas distante do Brasil com suas quatro medalhas de bronze.

Michael Phelps que já igualou o total de medalhas de ouro do Brasil em 88 anos de participações nos Jogos.

Uma coisa é certa.

O americano é fruto de uma sociedade em que as crianças podem estudar, comer e praticar esportes.

Coisas que no Brasil estão longe da realidade dos jovens.

Michael Phelps é uma consequência e não um semideus. Não é um milagre. Mas um resultado.

As escolas brasileiras não carecem apenas de quadras poliesportivas, de piscinas, de pistas de corrida.

As escolas brasileiras carecem de livros, de professores, de condições mínimas de cidadania.

A pobreza do jovem brasileiro vai além da falta de uma sunga de natação, da falta de um tênis de competição.

Os jovens brasileiros não sabem ler, nem escrever, nem fazer uma equação de primeiro grau.

Ficam felizes da vida quando sabem fazer um elástico, uma bicicleta, um gol de cabeça.

Pena que a vida não é apenas um jogo de futebol.

Os jogadores de basquete americano são todos universitários.

Os craques brasileiros são na sua maioria analfabetos funcionais.

Não é culpa deles. É culpa de uma cultura que preza o imediato e despreza o fundamental.

Mais importante do que imaginar Michael Phelps com assento nas Nações Unidas.

É imaginar o Brasil numa piscina olímpica.

Se afogando por não saber nadar…

Neste video Waldemar Guimarães explica como deve ser feito o Shake Pós Treino para a melhor absorção dos nutrientes, e explica a sua importância.

Extraído do Blog Teletube

Em mais de umas andanças da internet, vi um artigo que falava da abertura dos jogos de Pequim e uma pequena projeção de como seria aqui no Brasil em 2016. Confiram… por B!

Correspondente em Pequim Eu sei que tô meio atrasado pra falar disso, mas a abertura das Olimpíadas foram incríveis. Eu estava lá no estádio, com um sabre do Star Wars na mão, vocês me viram? No canto esquerdo da tela. Nem, né? Mas eu não culpo vocês. Culpo a Globo (sempre, rs). Vendo aquelas maravilhuras, pensei: “E como seriam as aberturas dos jogos olímpicos no Brasil?” Eu já imaginei tudo escuro antes de começar. Aí só clarearia o centro do Maracanã. Quem iria aparecer? Daniela Mercury, claro, cantando: “O CAAAAAAAAANTO DESSA CIDADE SOU EUUUUUUUUUUUUUUUU… A COR DESSA CIDADE É MEUUUUUUUUU”. Aff, todo mundo iria ao delírio com essa cantora decadente que não faz sucesso faz uns bons 25 anos. Passado o showzinho de abertura, começaria a queima dos fogos. Nada de mundiais (nome dos fogos que fazem aquelas bolas bonitas e coloridas) ou pegadas no céu. Aqui, teríamos uma bateria de rojão de 12 tiros Caramuru. Um verdadeiro espetáculo barulhento nunca antes visto. Enquanto as pessoas olhavam para o céu, os novos figurantes já estariam no gramado pra fazer o próximo número. Quem são eles? Um pessoal vestido que nem o Olodum, tocando lata e agitando a multidão, que, pasma, aplaudiria em pé. Puro luxo e tecnologia de última geração. Como em Pequim, o espetáculo mostraria “O que o Brasil contribuiu com o mundo”. Seriam feitos 5 minutos de silêncio, porque o Brasil não inventou nada de importante pra humanidade, hahahaha. BRINKS, cairia um Boeing 747 no meio do gramado e mataria todas as pessoas vestidas de Olodum. O mundo ficaria chocado e sem entender, mas aí sairia o Nino do Castelo Rá-tim-bum vestido de Santos Dumont e todas as peças do quebra-cabeças se encaixariam. Até aí, um espetáculo fabuloso. Após essa tragédia, dançarinos, comandados por Carlinhos de Jesus, entrariam sambando. Dançarinos foi um modo sutil de dizer MULHERES SEMI NUAS SAMBANDO, QUEBRANDO ATÉ O CHÃO E FAZENDO COM QUE AS PESSOAS IMAGINEM QUE NO BRASIL SÓ TEM PUTARIA. Depois de 1h sambando (tempo pra passar toda a escola de samba) acabaria o número dos “dançarinos” e iriam para a próxima atração. Se engana quem pensa que ficaríamos muito atrás dos chineses no quesito “PESSOAS VOANDO”. A gente já teve um homem na Lua, por que não colocar alguém voando também? Nesse momento, desceria um cara todo de branco. Gente, não seria Deus, porque Deus, definitivamente, não é brasileiro. Seria Renato Aragão, o popular Didi. Ao chegar ao solo, ele levaria um belo tombo e todos dariam gargalhadas fenomenais. Ele, como embaixador da Unicef, pediria dinheiro para o Criança Esperança e já iria passando números não só para brasileiros ligarem, mas também toda a população mundial que estivesse asssistindo. Antes da tocha ser acesa, ainda contaríamos com dois “reis” brasileiros cantando o hino nacional. Para alegria da multidão, Xuxa e Roberto Carlos estariam esplêndidos e segurando uma criancinha no colo, sobrevivente de uma chacina no Morro do Turano. Uma bela imagem, uma bela idéia. Por que não mostrar que acolhemos o pessoal da favela? Somos um povo alegre, caridoso, etc., temos que mostrar isso mesmo. O cume da festa seria no acendimento da tocha. Diferentemente da China, aqui não somos um país com lugares que querem independência. Não queremos libertar nosso Tibet. Aqui é união, porra. Aqui é Brasil. Estamos muito bem acomodados em nossas cadeiras de computador pra ir reclamar algum direito nosso no governo. Estamos muito bem acomodados pra reinvindicar que a roubalheira no Congresso seja cessada. Nós somos calmos, aceitamos tudo. Com isso, entraria o maior ídolo do esporte brasileiro correndo com a tocha olímpica: Pelé. É justo a escolha por tudo que ele fez pelo futebol, mas mais justo ainda porque ele não tem que abrir a sua maldita boca… é só ir lá e por fogo na bomba. Tocha acesa. Jogos Olímpicos abertos declarados pelo presidente Lula (sim, ele conseguirá se reeleger daqui a 4 anos novamente). Começará a entrada das delegações. Haiti, Togo, Micronésia e Argentina serão as menores delegações, com 1 membro apenas. EUA e China virão com delegações de 1000 pessoas, assim como o Brasil, que ganhará duas medalhas de ouro (Robert Scheidt com 80 anos e o vôlei feminino… hahahaha brinks, vôlei feminino não. Será no badminton, nova sensação entre a molecada que vê Malhação). Com as delegações passando, tirando fotos, filmando a beleza do Brasil, veríamos estarrecidos um arrastão. Uma gangue formada por 30 adolescentes passaria a mão nas câmeras de todos os esportistas e sairíam pela porta da frente vaiados e com uns seguranças correndo atrás. Quando chega a vez da última delegação, a do Brasil, a festa será ensurdecedora. Milhões gritando “EUUUUUU SOU BRASILEEEEEEEEEIRO… COM MUITO ORGULHO, COM MUITO AMOOOOOOOOR”. Galvão Bueno, em sua cabine, estará aos prantos com tamanha festividade e entoando o que virará bordão “É A MAIOR FESTA OLÍMPICA, AMIGOS. É A MAIOR FESTA OLÍMPICA DA HISTÓRIA”. É assim que eu imagino uma festa Olímpica aqui. Se um dia acontecer, provavelmente será.

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Extraído de http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/

A Olimpíada de Pequim vem reforçando um dos maiores mistérios do esporte mundial. Por que raios os países do leste da África, sobretudo Quênia e Etiópia, têm tantos campeões e recordistas nas provas de longa distância do atletismo?

Até o momento em que escrevo (13h de segunda-feira), o Quênia já ganhou duas medalhas de ouro (3.000 metros com obstáculo masculino e 800 metros feminino), três de prata (maratona feminina, 3.000 metros com obstáculo feminino e 800 metros feminino) e duas de bronze (10 mil metros masculino e 3.000 metros com obstáculo masculino); a Etiópia levou duas de ouro (10 mil metros masculino e feminino) e uma de prata (10 mil metros masculino).

Na foto está o queniano Brimin Kiprop Kipruto, medalha de ouro nos 3.000 com obstáculo masculino.

Analisando a história de medalhas desses países, o quadro é ainda mais impressionante. A Etiópia já ganhou 31 medalhas olímpicas (das quais 14 de ouro) e todas, absolutamente todas, vieram do atletismo de longa distância. Pelas ruas de Addis Ababa, a capital do país, outdoors e cartazes celebram os grandes heróis do país, como Abebe Bikila, campeão da maratona nos anos 60, e mais recentemente, outro maratonista, Haile Gebreselassie. Este, um verdadeiro popstar em seu país.

O Quênia já conquistou 61 medalhas, das quais 17 de ouro. Com exceção de seis no boxe, todas foram no atletismo.

Como pode? Muito já se especulou sobre isso. Há uma teoria que responsabiliza a composição genética e anatômica dos habitantes do leste africano (eles são magros e de pernas longas). Outros atribuem o sucesso ao ambiente montanhoso daquela região: treinados desde pequenos a conviver com menos oxigênio no ar, os corredores teriam mais facilidade ao competir em longas distâncias. E há os engraçadinhos que juram que os africanos são treinados desde crianças a fugir dos leões.

É um pouco de tudo, segundo professor-titular da Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo Antônio Carlos Simões. “Eu diria que há três fatores: o cultural, o biológico e o de treinamento”, diz.

Para Simões, que já foi treinador da seleção brasileira de handebol, o fator cultural tem um pouco a ver com a piada de fugir dos leões. “É uma teoria aceita pela comunidade científica que o fato de essas pessoas andarem 15 a 20 quilômetros por dia, desde crianças, para ir para a escola, cria uma resistência orgânica e mental ao esforço associado com as grandes distâncias”, diz ele.

No quesito biológico, os quenianos e etíopes têm no organismo uma maior quantidade de fibras musculares de contração rápida. São essas fibras que concentram a energia do corpo e dão aos africanos uma vantagem natural.

É para arrancar o máximo de energia delas, aliás, que os corredores usam macacões apertados, como se estivessem espremendo o suco de uma laranja.

Por fim, segundo o professor, há uma verdadeira indústria de corredores de longa distância no Quênia e na Etiópia. “É o diferencial deles. Desde pequena, a criança que mostra algum talento é treinada para ser um campeão em modalidades mais longas. Eles não perdem tempo com provas mais curtas, porque sabem que não é o seu forte”.

O fato é que em poucas modalidades esportivas há um domínio tão claro de atletas de uma região específica. Pode esperar mais medalhas para estes dois países viciados em atletismo.

p.s.: para quem se interessar, há um artigo na revista Time sobre a rivalidade etíope-queniana.

http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,901040816-678578,00.html

Em algumas andanças na web encontrei no site do Ze Gatão um texto que exprime muito do que acontece nas academias de musculação do Brasil, especialmente de São Paulo.

Resumo: mostrar de forma simples e direta como esta sendo a atuação de alguns maus profissionais na área da educação física especificamente o personal trainer na musculação
Os erros mais comuns desta profissão que não para de crescer e dar uma imagem para o leitor de como dever ser o personal trainer ideal.
Palavra chave: personal trainer , profissão do futuro

• Você sabe o que é personal trainer? ………………………………………… 2
• Contratar um personal trainer pode ser um bom investimento ………. 3
• Perfil do personal fora de forma ………………………………………………. 4
• Perfil do personal telecomunicação …………………………………………. 5
• Perfil do personal cansado……………………………………………………… 6
• Perfil do personal babá ………………………………………………………….. 7
• Perfil do personal ganancio$o …………………………………………………. 8
• Perfil do personal teórico ……………………………………………………….. 9
• Perfil do personal maromba ………………………………………………….. 10
• Perfil do personal “enroleitor” ………………………………………………… 11
• Perfil do personal mentiroso………………………………………………….. 12
• Perfil personal ideal……………………………………………………………… 13
• Contatos…………………………………………………………………………….. 14

Sumário
• Você sabe o que e personal trainer? – Podemos concluir que o personal trainer antes de ser profissional de educação física deve vivenciar todos os processos práticos e, se possível, vivenciá-los em seu dia a dia. Ele não precisa necessariamente ser um campeão, mas deve treinar também.
Observem os autodidatas, eles conseguem desenvolver um bom trabalho por meio do conhecimento de sua própria experiência, do que vivencia na prática. Apesar de conseguirem demonstrar grandes resultados nos treinos de seus alunos, muitas vezes os que se dizem mestres em Educação Física não conseguem mudar seu próprio corpo, quem dirá de seus alunos. Mas não são todos assim. Acredito que em qualquer profissão há os charlatães e os grandes profissionais. Dessa maneira podemos definir personal trainer como um professor que desenvolve atividade física com base em um programa especial, que respeita a individualidade biológica e é preparada e acompanhada por um profissional de Educação Física e por outros profissionais que estão regularizados com o Conselho Federal (CONFF/ CREF). Atividade esta realizada em horários preestabelecidos para proporcionar com segurança um condicionamento adequado com finalidade estética, de reabilitação, de treinamento ou de manutenção da saúde.

• Contratar um Personal Trainer pode ser um ótimo investimento – Sem dúvida, pois as pesquisas comprovam que a prática regular de exercícios físicos, aliada a uma alimentação adequada constitui fator de prevenção e controle de diversas moléstias, além de auxiliar na promoção da saúde. Hoje em dia, todos os clientes estão buscando segurança e comodidade de um programa de exercícios físicos que visa necessidades específicas e que seja principalmente adequado à realidade deles. Contratar os serviços de um personal trainer deixou de ser privilégio de poucos. Hoje ter o auxílio de um destes profissionais não é mais luxo ou status, mas uma necessidade que dependendo dos objetivos de cada pessoa vale ter devido ao seu treinamento personalizado e à velocidade dos resultados conquistados. As diferenças observadas nesse serviço são muitas, entre as quais podemos citar atendimento para grupos especiais (diabéticos, hipertensos, obesos e outros), treinamento com intuito de competição, avaliação física periódicas, reconhecimento de cliente pelo nome e não pelo número de matrícula, o trabalho multidisciplinar com profissionais de saúdes (médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogas), flexibilidades nos horários e locais da prática dos exercícios, privacidade e exercício diferenciados, bem de acordo com o estilo de vida, objetivos, desejos e individualidade. Tudo isto em uma única mensalidade que, apesar de ser mais elevada do que a de uma academia, clube ou associação, quando comparada ao custo/benefício, percebe-se que o investimento vale a pena. Mais uma vez peço desculpas para algum personal. Não é minha intenção julgar ninguém. Só estou aqui passando informações reais do cotidiano que está acontecendo com mais freqüência.

• 1ª perfil – PERSONAL FORA DE FORMA!

Sei que não deveria falar deste assunto, pois com certeza serei ignorado por alguns e criticado por outros, mas já não dá mais para ficar calado. Acho que muitos profissionais que treinam, estudam e se dedicam de corpo e alma à profissão têm vontade de falar, mas sentem medo de se queimarem perante os outros profissionais. Falo simplesmente a verdade e não tenho medo dos comentários. Estamos num país livre.
Muitos de vocês já observaram a quantidade de personal totalmente fora de forma que estão entrando no mercado! Acredito que esta realidade vai mudar um dia!
Pense comigo:
Você iria num dentista sem nenhum dente na boca?
Você iria a um dermatologista que tenha a pele toda feia e manchada?
Você iria a um nutricionista com mais de 100 quilos, um obeso?
Até mesmo num tatuador sem nenhuma tatuagem no corpo?
Então por que você acha que este tipo de personal resolveria seu problema? Se nem o dele, ele consegue resolver, quem dirá o seu?

• 2ª perfil – PERSONAL TELECOMUNICAÇÃO


Esta por dentro de tudo que se passa nas emissoras de televisão, lê todos os jornais, revistas. É um ser globalizado, sabe tudo o que está acontecendo no mundo. Quando inicia a aula não pára de falar e conta tudo que está acontecendo no mundo, se esquecendo dos exercícios, da repetição de séries, dos descansos e até dos aparelhos. Mas não esquece de fornecer as informações do mundo para seu aluno sobre o que a revista Veja publicou a cada semana, quem vai para o paredão do Big Brother, enfim, tudo que está na mídia. Mas quando a questão é o desenvolvimento muscular ou qualquer outro aspecto relacionado aos resultados de seu aluno, ele sempre inventa a mesma desculpa do tipo: “já que meu aluno não faz o que eu mando, não vou importar se ele desenvolver ou não. Só estou aqui para ser amigo dele, desde que ele me pague no final do mês, o resto e só alegria”.

• 3ª perfil – PERSONAL CANSADO


Este é muito comum na sala de musculação, não demonstra interesse pelo trabalho que faz com seu aluno, já começa a aula dizendo que está cansado sempre. Quando está trabalhando não fala uma só palavra para motivar seu aluno. O aluno pode estar morrendo na execução de um exercício que ele não se dá ao trabalho de sequer contar as repetições para incentivá-lo. Na maioria das vezes, este personal evita até passar exercícios livres como barra e alteres, pois isso cansa e dá trabalho para ele. Então fica o ano todo passando exercícios somente nas máquinas da academia, e quando o aluno o chama para correr ou praticar uma aula ao ar livre, o personal trainer inventa uma desculpa para não atender ao pedido. Este tipo de profissional adora revezar aparelho porque assim o tempo passa mais rápido. Muitas vezes ele faz o aluno esperar mais de três minutos um aparelho ficar disponível mesmo sabendo que poderia utilizar outro aparelho. Ele faz questão de esperar a máquina apesar de saber que desta forma seu aluno ultrapassa o tempo de descanso necessário. Na maioria das vezes ele nem desconfia. Seu aluno está no aparelho se matando e o personal “senta” no outro aparelho. Até parece que está morto, pois nem consegue ficar de pé enquanto dá aula para seu aluno. Pedir a ele para trabalhar em outros horários? Jamais. Essas pessoas evitam trabalhar muito, normalmente não gostam de trabalhar cedo. Seis horas da manhã? Nem de brincadeira, é muito cedo! Uma da tarde? É hora de almoço e eles estão descansando. Depois das oito da noite? Jamais, afinal eles têm de dormir. Sua média de trabalho é das 9h às 11h e das 17h às 20h, que totalizam cinco horas de serviço por dia. Mesmo assim, eles reclamam da vida sempre, dizendo que não agüentam tanto trabalho.

• 4ª perfil – PERSONAL BABÁ

Esse não pára de falar um só minuto, desde a hora que o aluno chega até o momento em que ele sai. Adora puxar o saco, a primeira coisa que ele faz é colocar um apelido carinhoso na sua aluna ou aluno. E falta levar a aluna no colo de um aparelho para o outro. Já presenciei caso de personal buscar água para sua aluna e dar na boca, segurando seu queixinho. Quando vi esta cena fiquei abismado. Sabemos que nem nossa mãe faz isso, imagina um aluno que na maioria das vezes conhecemos apenas da convivência no local de trabalho. Depois de alguns meses aquela aluna parou de treinar com ele, e no dia seguinte o personal treiner já estava dando água na boquinha para outra aluna. Isso provou que a única coisa que ele consegue desenvolver em seu aluno é uma amizade falsa que só vai durar enquanto o aluno estiver pagando, claro! Normalmente este personal não treina, apenas malha algumas vezes, porque está mais preocupado em conquistar alunos do que vivenciar o treinamento.

• 5ª perfil – PERSONAL GANANCIOSO

O aluno o chega para malhar e, antes mesmo de cumprimentar, o personal treiner Diz: “vamos acertar?”, “seu mês venceu”, “trouxe meu cheque?”. Este profissional não está preocupado com os resultados do seu aluno, a única coisa que ele vê é $$. Muitos profissionais valorizam seu trabalho pela sua capacidade de desenvolver bons resultados com os alunos, cobrando valores proporcionais aos que o mercado já vem cobrando. Já o personal trainer ganancioso explora seus alunos com valores absurdos. Então, na maioria das vezes os alunos desanimam quando é dito o valor das aulas, mas utilizando uma boa psicologia, falando dos resultados que serão conquistados, o aluno acaba aceitando e paga. Na realidade, o aluno tem que valorizar um bom profissional, mas também o profissional não deve trabalhar com valores fora do mundo real só porque tem uma graduação a mais, ou porque se acha mais capacitado do que os outros. Este tipo de personal não é flexível. Se o aluno viaja, não tem acordo, o pagamento deve ser adiantado. Se o aluno diz pergunta se pode ser dado um desconto para a minha amiga por tê-lo indicado, o personal treiner já responde: “infelizmente não”. Com este personal não existe desconto nem acordo, só trabalha com contrato e se o aluno diz que vai atrasar o pagamento, ele ainda tem coragem de cobrar juros. Mas e daí? Ele tem um bom trabalho, tudo bem. Mas você acha que seu dinheiro está sendo bem investido? A única certeza que posso te dar é que existem treinos e aulas, você faz a sua escolha enquanto eles ganham seu dinheiro.

6ª perfil – PERSONAL TEÓRICO

Este tipo de personal treiner, na maioria das vezes, está com um laptop, não consegue fazer nada sem primeiro consultar um livro sobre fisiologia do exercício, adora dizer para seus alunos suas graduações, seus cursos e se o aluno pergunta algo sobre os exercícios, ele logo lança mão de mil teorias para mostrar que sabe do assunto. No entanto, a maioria destes profissionais nunca levantou um peso na vida a não ser do seu livro, ou do prato de comida na hora do almoço. Sempre está fazendo cursos e mais cursos, mas se o chamar para treinar com Certeza não terá tempo nenhum porque está sempre estudando. E se Deus privilegiou ele com um corpo bonito, aí sim… jamais irá treinar.

7ª perfil – PERSONAL MAROMBA

Ao contrário da maioria dos tipos de personal, este só quer malhar. Corre 15 quilômetros por dia, malha com peso, faz ginástica localizada e nos finais de semana joga pólo aquático. Se o aluno pergunta algo sobre treinos, ele só diz que tem que “treinar”. Não tem nenhuma formação acadêmica, não se preocupa em estudar, a única revista que ele olha é a de esporte que, de preferência, está repleta de figuras, pois se estressa se for ler. Quer que todos seus alunos sigam seus passos e o seu lema é: “quanto mais malhar mais vai desenvolver”. Sempre que sua aula acaba, pede para seu aluno fazer mais umas duas atividades aeróbicas para ajudar a desenvolver. Normalmente essas pessoas são magras, naturalistas e adoram dizer que são supersaudáveis. Não pára de malhar nem aos domingos!

8ª perfil – PERSONAL ENROLEITOR

Este é o personal enrolado, adora enrolar a aula. Tem muita preguiça de dar aula e vive na malandragem, diz saber tudo, mas na verdade não sabe de nada! Apenas está lá porque existem pessoas ingênuas demais que sempre caem nas mãos destes enroladores. Observe como se dá uma aula deles:
Primeiro: o aluno chega à aula e ele começa a enganação com cinco minutos de conversa.
Segundo: ele coloca o colchonete no chão e começa a sessão de alongamento, quedemora dez minutos, lembrando que este aluno quer melhorar sua estética!
Terceiro: leva seu aluno para a esteira e deixa-o caminhado mais 15 minutos. Lembramos que na maioria das vezes o aluno no seu dia a dia já caminha durante todoo dia e não consegue nenhum resultado
Quarto: agora ele vai para o treino. Bom, não é um treino mesmo. É apenas uma aulinha de (RML) resistência muscular localizada de baixa intensidade, com duração de 20 minutos.
Quinto: durante todo o percurso da aula, ele mantém sempre o seu aluno com amente ocupada, pois no decorrer da aula conta suas estórias banais fazendo com que o aluno se mantenha ocupado mentalmente por 10 minuto de alongamento final.
Total: uma hora de enrolação. Mas o que podemos fazer, pois as pessoas são inocentes e acabam confiando neste tipo de pessoa para mudar seu corpo, e o resultado do aluno sempre é o mesmo: nada! Não há nenhuma melhora estética. Se você está fazendo tudo que ele pede, cuida da alimentação e não está tendo resultado, agora já sabe o por quê!
Você tem um “personal enroleitor”. Boa sorte!

• 9ª perfil – PERSONAL MENTIROSO

Ele sempre diz a mesma coisa para seu aluno: “nossa, você melhorou muito, olha o tanto que suas pernas engrossaram!”, “sua barriga já reduziu muito”. No entanto, na maioria das vezes ele diz isso apenas para manter seu emprego, acredito que todos nós temos que incentivar o aluno, mas não devemos criar ilusão que faz com que as pessoas se sintam perfeitas. E, cá para nós, elogiar tudo bem, mas mentir descaradamente não dá.
Todos nós queremos ser elogiados, isto faz com que nos sintamos bem, aumenta nossa auto-estima. Estou dizendo que falar a verdade nem sempre ofende, mas pode dar forças para continuar tentando melhorar. É muito comum o aluno conquistar mais força, flexibilidade etc, mas o que todos querem mesmo é estética, é se olhar no espelho e sentir se bem!
Se o aluno estiver evoluindo é um bom sinal. Seja verdadeiro, pois mostrar para o aluno que ele precisa melhorar o abdome ou as pernas não o deixará desanimado, desde que você fale de uma forma sutil e mantendo a motivação para ele melhorar. Se você é o profissional que está com o aluno exclusivamente para ajudá-lo a melhorar sua saúde e sua estética e não fala nada, quem vai falar? Com certeza os críticos e invejosos irão falar.
Às vezes é melhor dizer que seu aluno realmente não melhorou nada e que você vai modificar o treino dele, ao invés de sempre dizer que ele está ótimo mesmo sem ele mostrar nenhuma melhora significativa. Você pode até perder seu aluno, mas estará sendo verdadeiro. Se ele melhorar, temos que elogiar mesmo. Mas se ele não melhorar nada, e ficar imaginando que está melhor, seja profissional e diga a verdade, ao invés de mentir só para manter o emprego e passar uma imagem boa sua.

10 perfil – PERSONAL IDEAL

É necessário ter concluído o curso de Educação Física, além de especializações dentro da área que trabalha, de ter realizado alguns estágios em diferentes áreas como treinamento em marketing desportivo, primeiros socorros, atividades aquáticas, esportes coletivos e individuais, avaliação física, fisiologia do exercício e outros e muitas outros. Desta forma, o personal treiner poderá lhe oferecer um serviço com segurança e eficiência. Um dos maiores requisitos é a prática! Vivenciar todos os processos práticos pelo menos na musculação é de extrema importância. Livros durante a prática? Nem de brincadeira. Só com a prática o professor conseguirá passar de forma mais correta uma execução ou uma técnica para conseguir trabalhar aquele grupamento especifico. Isso só se aprende treinando. Caso queira contratar nossos serviços com a presença de atletas e nutricionistas em cursos e seminários teóricos e práticos ou falar diretamente com o personal trainer Bruno Ricardo, entre em contato com nossa equipe de funcionários. Tel.: (62)8444.2206 E-mail: bruno@brunopersonal.com Site: www.brunopersonal.com

Para quem busca um aperfeiçoamento no jogo, ou mesmo quer dar aquele upgrade no jogo; esta pégina do Uol do Tênis Brasil mostra diversas dicas dentros dos aspectos Ciência (Aborda os mais diferentes aspectos técnicos e táticos que envolvem o esporte de maneira científica); Aprendendo e Ensinando (Mostra as mais diversas experiências e comentários sobre a difusão do tênis no Brasil); Paredão (Mostra diversas dicas de aspecto puramente técnico); Melhore o seu jogo (Dicas táticas ); Psicologia (Aborda o quão é importante a parte mental do jogo).

Enjoy.

Tênis Brasil

Este vídeo mostra o básico do ensinamento da técnica do Top Spin que é o efeito básico tão utilizado nas trocas de bola em fundo de quadra. A descrição da técnica, é simular um “arco-íris” quando no contato da raquete na bolinha.

Esta é uma entrevista do ano de 2004 que o Bobybuilder Lee Priest concedeu sobre rumores que cercavam a sua morte. Esta entrevista é uma das mais sinceras sobre o que tange o assunto “esteróides anabolizantes”; onde segundo relatos de Lee, é uma coisa muito mais simples do que pintam em fóruns da internet e afins.

As partes em negrito foram deste blogueiro.

Extraído de  FISICULTURISMO.COM.BR

Lee Priest responde as apostas sobre sua morte
por John Koenig – Introdução e tradução Carlos E. Albuquerque

O site Testosterone lançou na internet há alguns anos uma “brincadeirinha” de gosto duvidoso, onde um autor anônimo fazia uma espécie de ranking de fisiculturistas profissionais que estariam à beira da morte em virtude do abuso de esteróides. Isto tudo motivado por um lado mórbido do autor e, é claro, pela morte de famosos competidores num passado recente. A última delas, ocorrida com Andreas Munzer, e que gerou dezenas de boatos.
Até hoje é possível achar aqui na internet, uma suposta lista de drogas que o alemão estaria utilizando as vésperas do seu óbito em 96. Verdade ou mentira? Fica difícil afirmar, mas tudo leva a crer que se tratava de mais um falso rumor, já que sabemos muito bem que há milhares de e-mails, correntes e sites sensacionalistas de teor nem um pouco confiável.
Voltando a lista de apostas sobre quem seria a próxima vítima, tratava-se evidentemente de mais uma sessão humorística de um site, mas que ainda assim gerou uma reação de um dos envolvidos: o nosso entrevistado, Lee Priest. O australiano não foi nominalmente citado assim como os demais, mas pela descrição era óbvio que ele era figurinha carimbada das tais listas, chegando até a encabeçá-las. Ou seja, um título nada honroso.
O autor desta entrevista, que veremos abaixo é John Koenig, que por coincidência, deu de cara com Lee Priest no último Arnold Classic, e foi logo identificado por Lee, já que estava usando uma camiseta do referido site. Lee, que é conhecido pelo fanatismo ao Superman dos quadrinhos, ficou chateado com a história, mas não perdeu o bom humor, e tratou de fazer um duplo bíceps monstruoso na cara de John, emendando: “Nada mal para um morto-vivo, né?”
A franqueza de Lee Priest, você “iron-nauta” confere agora, nesta entrevista super reveladora sobre os bastidores do circuito profissional. Aqui, o super-homem do fisiculturismo conta tudo e revela uma verdade nua e crua sobre os bastidores da IFBB.

Obviamente você não ficou feliz com esta bolsa de apostas sobre quem será o próximo a morrer. O que você tem a dizer?

Isso é o tipo de notícia que dá uma má reputação ao fisiculturismo. As pessoas agora perguntam se todos nós marombeiros iremos morrer. Como o autor deste artigo sabe se ele é mais saudável do que eu? Só porque como besteiras na off season? Porque fico um pouco acima do peso? Meu colesterol nunca ficou acima de 116. Quando meu peso estava no máximo (130kg), meu colesterol era de 113. Meu médico nem acreditava pois minha pressão arterial é perfeita e checo meu sangue a cada dois meses. Muita coisa publicada na tal bolsa de apostas é irritante. As pessoas dizem que você vai morrer por causa das bombas que tomam, mas o TC Luoma (atleta natural) ou qualquer outro pode morrer de ataque do coração, mesmo comendo uma dieta super saudável. Veja o Wayne DeMelia (vice-presidente da IFBB). Ele teve um rim retirado, mas nunca tomou nenhuma droga. Provavelmente ele dizia antigamente: “Olha a quantidade de coisa que esses caras tomam. Veja o que eles estão fazendo com si próprios”. Não é porque alguém é de tal modo, que significa que ele irá morrer. Tem gente na academia que bebe e fuma e pode ter um ataque do coração na faixa dos 40 anos.

Você acha que existem muitos profissionais que qualificam para a tal Bolsa de Apostas?

Não. Em qualquer esporte, se você vai ao extremo, fica perigoso. Tem uma bolsa de apostas sobre quem morrerá nas corridas de automóvel? Eles dirigem a 300 kilometros por hora, e podem bater e o carro pegar fogo. Jogadores de futebol americano usam bombas e podem ser derrubados, bater a cabeça no chão, quebrar o pescoço e morrer. Seja lá o que for, se você está na elite é óbvio que há riscos que podem levá-lo a morte. Você pode morrer até atravessando uma rua. Tudo pode ser perigoso. Até maratonistas, de vez em quando, caem estatelados, mortos. Mesmo que eu morra de causas naturais, vão dizer que foi graças as porcarias que eu tomo. Sendo que provavelmente, eu estaria “limpo” quando isso ocorresse. Neste esporte não se vence nunca pois se fico doente ou qualquer outra coisa, vão relacionar com as drogas.

Você mede 1,60m. Muitos dizem que os esteróides anabolizantes fizeram você parar de crescer. O que você responde aos críticos?

Isso é bobagem. Sou um dos mais altos da minha família. Minha mãe mede 1,57m e meu pai tem talvez, estourando 1,68m. Meu avô e meu bisavô tinham também 1,60m. Não venho de uma família de gente que tenha 1,80m! Não nasci pra ser alto. Parece convincente. Vamos mudar de assunto.

Você está na primeira semana de preparação para o Olympia e me disse que perdeu mais de 7 quilos na semana passada! Quanto você pesava há uma semana?

Acho que 107kg

Então existe uma diferença entre sua verdadeira off season quando você está na faixa de peso maior ainda?

O peso que atinjo depende do tempo que disponho entre competições. Quando cheguei a 130kg, foi porque fiz apenas um campeonato naquele ano, então tive 10 meses para comer o que quisesse. Não tento necessariamente ver até que limite de peso posso chegar.

Mas obviamente você gosta de comer?

Apenas gosto de comer! A vida é muito curta para viver de dieta o tempo todo. Oitenta por cento das pessoas que estão de dieta estão sempre sofrendo.

Sua tática é considerada como uma coisa “das antigas”

Bom, no que se refere a dieta e treinamento, siga as regras básicas e não há o que errar. Porque mexer em time que está ganhando e no que está provado que funciona?

Acho que, atualmente, você é um dos poucos profissionais que realmente crescem na off season.

Eu sei, as pessoas dizem que eu fico tão pesado que eu vou morrer de ataque do coração na off season. Pense no passado, quando todos costumavam ficar pesados ganhando muitos quilos. Mas hoje, poucos fazem isso, por que eles querem sempre estar próximos da forma física de competição. Eles dizem que como toda a comida! Você está totalmente fora de forma e vai morrer! Peraí, eu já vi muita gente gorda que pode correr muito mais do que pessoas que pesam a metade. Não é pelo fato deles serem pesados que estão fora de forma. Tem gente que come uma dieta correta, mas não é tão saudável quanto aquelas que estão gordas ou acima do peso.

Você acha que sua rotina, treinamento e dieta permite que obtenha ganhos sem que seja necessário usar todas as outras drogas “malucas” que o pessoal tem usado?

Eu sempre leio notícias dando conta de que usei insulina por exemplo.Eu nunca usei insulina, mas as pessoas acham que para perder todo esse peso, só mesmo usando. Isto não faz sentido, eu simplesmente como muito. Bebo leite e produtos derivados, e com isso retenho muito líquidos. Na off season, eu dificilmente tomo alguma coisa (Lee se refere ao uso de drogas), além de algo para manter minhas juntas saudáveis. Na maioria do tempo, 6 a 7 meses por ano, não estou usando nada. Como muito e treino pesado. Todos os meus recordes de levantamento de peso aconteceram quando eu estava sem tomar nada (drogas).

Mas você tem que admitir que tem uma genética superior. Você parece responder bem a qualquer método que você utilize.

Eu nunca segui aquela mentalidade do “se um pouco funcionou, vou tomar mais” . Cada vez que fiz um ciclo, mantive pequenas quantidades que deram resultados e continuaram funcionando. Conheço gente que é do tipo “3000 miligramas disso, quatro tabletes daquilo, mais dois miligramas daquilo outro…”. Eles acabam tomando seis tipos diferentes de bomba, o que torna o ciclo no melhor que já foi feito por eles. Então os caras pensam : “Bem, eu tomei isso da última vez, agora vou tomar mais”, então eles acabam tomando mais e mais.

Eles nem sabem então o que é que está fazendo efeito.

Não, não sabem.Eu por exemplo, só usei hormônio do crescimento nos últimos 3 anos, e as pessoas me perguntam se ele funciona. Para mim não senti nenhuma diferença quando usei, pois não vi nenhuma mudança radical no meu físico.Talvez quando chegar na faixa dos 30 anos, beirando os 40, você sinta um efeito maior, mas acho que há muita badalação em torno do GH, entende?

Você utilizou o GH (hormônio do crescimento) só por que queria saber qual seria o efeito em você?

Todos diziam como o GH era incrível, sem danos à saúde, faz baixar o percentual de gordura, faz isso e faz aquilo…mas terminei com a mesma forma física de antes. A única diferença é que fiquei com dólares a menos na minha conta bancária! Eu acho que o stanozolol (winstrol) funcionou tão bem quanto o GH. As pessoas riem mas o fato é que grande parte do negócio é genética e poder mental.Conheço caras que tomam bomba e não mudam anos após anos, e eles usam muito, ficam inchados mas não ligam. Você tem que estar em contato com você mesmo. Na minha opinião, a menos que queira seguir uma carreira no fisiculturismo, pra que fazer maluquices se bombando?

Conheci muitos caras que não competem mas que falam que tomam quantidades incríveis de bomba por muito tempo, e ainda sim eles não parecem nem que treinam.

Eu gosto daqueles que tomam uma porrada de bomba e depois falam “olha o Lee Priest, ele é cinco vezes maior que eu, então ele deve estar tomando cinco vezes mais que eu”. Por essas e outras que às vezes fico frustrado. Quando dou seminários, falo a verdade para o público sobre o que estou tomando, e muitos reagem: “Palhaçada, você está mentindo”, mas não tenho razão porque mentir, se eu tomar 10.000 miligramas de testosterona e 20 IU’s de hormônio do crescimento, eu vou falar.
Pra mim não faz diferença se você sabe o que eu tomo. O fato é que os rumores sobre o que o Lee Priest toma são bem mais espetaculares do que a verdade.

Esses boatos aumentam nos chats da internet, não acha?

Sim, às vezes estou online e digo: “Eu sou Lee Priest e é isso que eu uso” e o pessoal da sala responde “você não é o Lee Priest” e aí vem um cara que diz “Eu sei a verdade sobre o que o Lee Priest usa” e eu não conheço e nunca vi o cara…”

O que você realmente usa? Quais são os ciclos que você realmente faz?

Na última off season eu não usei realmente nada, mas na anterior foi só Deca e Parabolan, ou Deca e Primobolan, dois cc’s de cada por semana. Só isso. O pessoal acha que minto, e no último campeonato que entrei (o Night of Champions), não gastei mais do que US$1500 em drogas. Usei Stanozolol, Clembuterol, um pouco de GH e um Anapolon-50 por dia. Nas últimas duas semanas, usei um pouco de suspensão (testosterona), mas foi só isso.Sempre morro de rir quando leio esses artigos que falam que os fisiculturistas gastam de US$50.000 a US$60.000 em drogas. Então podem nos chamar de idiotas, mas não gastarei US$60.000 levando em conta que o prêmio é de US$10.000! Peraí, né?

No entanto, você não acha que tem alguns caras realmente pegando pesado nas bombas?

Sim, tem, mas não os caras da elite profissional. Não vou dizer o quanto o Paul (Dillett) usa, mas posso te falar agora que ele não usa muito. As pessoas pensam que o Paul toma muita coisa, mas há muitas vezes, como na época que ele estava se preparando para o Olympia de 98 (quando dividíamos um apartamento) que a gente enchia uma seringa de Winstrol e deixava ela sem usar por 3 ou 4 dias. A gente pensava: “Ah, tomo outra hora, ou sei lá quando”. Sempre escuto os rumores do que o Paul usa, mas dividi um apê com ele por 8 meses e via muito bem o que ele usava.

Mas você tem que admitir que ele faz umas bobagens no finalzinho da preparação.

Uma vez foram os diuréticos, depois foi insulina. Todos dizem que os esteróides podem matar, mas eu digo que não, e ninguém realmente morreu por causa do uso de bombas, o que pode matar são coisas como diuréticos.

E os remédios tipo Nubain? Muitos pros usam Nubain quando treinam?

Conheço vários que usam, mas eu não sou do tipo que usaria. Quando tinha 12 anos, experimentei fumar cigarro e foi só. Nunca experimentei maconha na minha vida. Nunca gostei deste tipo de coisa, mas muita gente tem esse lado de viciar no que usa. Como Renutrient e GHB, que também nunca experimentei. E o pessoal diz pra mim: “Lee, toma isso, é bom pra isso ou aquilo” Eu falo: “porra nenhuma”. Dizem que é bom para o sono, tá bom, `as vezes posso até tomar um Tylenol PM quando estou dolorido, mas muitos se viciam nessas coisas. E tudo vai num crescente, e acabam usando Ecstasy e Cocaína. Eu digo: “O que há com vocês caras? Porque estão se metendo com essas merdas?”
Acham que podem tomar tudo, mas repito, não tenho esse tipo de personalidade que se vicia nas coisas. Se estou numa dieta pré-competição, mal posso esperar para terminar de bombar e voltar a comer normalmente! Acaba que o que vale é trabalhar pesado e se dedicar, e isso leva anos. Não se pode construir músculos da noite para o dia. As vezes, até vejo os caras fazerem isso, mas onde eles estão agora? Vimos eles por um segundo e depois eles somem.

O que você acha do Synthol?

É ridículo. Acho estúpido. O que acontece com o treino duro, entende? Como aquele cara que tá na revista Ironman do mês passado, com braços que medem 70cm. Que escroto é aquilo! Ele tem os ante-braços de uma porra de uma menininha e ficou com aqueles braços ridículos. Cadê o peitoral, costas e pernas? O ante-braço de 36cm tinha que ser bem mais forte para acompanhar um braço ridículo de 70cm. Nunca se fez um estudo mais demorado sobre o efeito desse troço. Como esses manés que injetam todo esse óleo vão saber o que vai acontecer em dois anos? O óleo não pode ficar lá paradinho no lugar por anos a fio. Implantes de seio causam problemas e isso que estão dentro de um revestimento. Não consigo ver este óleo como algo que seja bom para você, sabe? Todos querem uma fórmula rápida de crescer da noite para o dia. As coisas não são assim. De novo, eu ouvi boatos que botei este troço no meu braço.
Porra, olhem para meu bíceps e tríceps. Tenho definição muscular neles quando estou competindo! Nunca usei isso e se fosse usar, seria na parte superior do peito e nas minhas costas pois são nesses lugares que dizem ser meus pontos fracos.

É bem fácil de ver quem tá usando Synthol quando se está seco, em dieta.

Isso, os deltóides são grandes protuberâncias. Alguns dos “top pros”, que estão ficando em geral entre os 3 primeiros, estão ficando cada vez maiores no ombro, mas sem definição nenhuma. Parecem grandes e com músculos cheios, mas fica nisso. Eu até fico desse jeito há uns quinze dias de competir, mas no dia, tem que se estar “rasgado”. Aí eu leio as revistas que dizem que fulano estava com o músculo super cheio e arredondado. Que porra! Peraí, me dá um tempo.

Voltando a falar de ciclos. Vamos ser específicos. Quando você faz um ciclo, quanto tempo dura?

Quando estou em dieta, uso durante todas as 12 semanas, depois fico sem tomar por uns dois meses. Então na off season, eu talvez faça algum ciclo por 6 ou 8 semanas, e ponto final. E aí fico sem tomar até a preparação para o próximo campeonato. Não sou como outros que dizem que estão “limpos” mas continuam tomando algo. Quando estou “limpo”, não tomo nada mesmo. No Ironman, que fiquei em sexto lugar, por exemplo, há dois anos, eu estava “limpo” e não tomava nada há oito meses. Fui pro campeonato desse jeito.

Ninguém acreditou em você.

Eu sei disso, pois me falaram que não poderia competir “limpo”. Eu disse foda-se, vou mostrar que posso. Agora, estava mais leve e não estava tão bom, mas sério, nem queria entrar naquele campeonato. Mas ainda assim estava bem, mantive grande parte do meu tamanho, só não estava “seco” como fico normalmente. É mais uma coisa mental, estava puto com as pessoas e minha cabeça não estava naquilo lá. Falei para os incrédulos que me testassem: “Dou 10 mil dólares se estiver dopado. Estou afirmando que estou limpo”.

Se você perdeu 7kg na semana passada, boa parte disso deve ter sido água.

Quase sempre é. Assim que começo a fazer a dieta, passo de um estado onde posso comer de tudo para comer oatmeal. Na primeira semana fico apenas beliscando, então minhas calorias diárias caem para não mais de 2000. Passo de 6000/7000 para só 2000. Tenho um prato inteiro de frango e só como meio peito e verduras. Porém, meu metabolismo acelera por causa do aeróbico, e chego ao ponto onde minha fome só piora. Então na altura da minha segunda ou terceira semana, como o que tiver pela frente e fico muito faminto. Na primeira semana, mal aguento o gosto das coisas então não como muito.

Quanto tempo de cardio (aeróbico) você está fazendo agora em fase de dieta?

Só 40 minutos por dia.

Você aumenta isso na medida que chega perto de campeonato?

Depende de como está meu corpo e de como me sinto. Desta vez não estou precisando de tanto pois não estou tão pesado, mas normalmente perco peso rápido. Vou aumentar até uma hora de cardio. As pessoas acham que devo fazer muito exercício aeróbico porque perco muito peso…

Você está no anúncio do Metabolic Thyrolean. Você realmente usa?

Sim. Não sou muito fã dos produtos a base de efedrina e tudo que te dá aquela sensação de ficar “ligadão”. Sempre preferi o Thyrolean e outro que saiu agora. Já experimentei outros e tive aquela sensação de ficar “nervoso” e não suporto isso.

O Clenbuterol te dá essa sensação de tremor?

Não. O único que costumava me dar foi quando eu estava na Austrália e usava o Clen em pó. Me deu um pouco de tremor e me fez ter cãimbras nas mãos e pés. Na Austrália, eles tem Clenbuterol injetável também, e que não dava nada esses efeitos colaterias. Os tabletes que eles tem aqui (nos Estados Unidos), não dão tremores também, mas nunca se sabe se são falsificados. Metade das bombas aqui são falsificadas.

Muitas que vem do México, com certeza…

Ah sim, ou então contaminadas com bactérias.

Por quanto tempo você acha que ainda vai competir?

Eu gosto da coisa. Provavelmente isso vai acontecer quando os fãs não quiserem me ver mais. Quando vou pra um campeonato e sei que melhorei com relação a última vez, então beleza. Se chegar ao ponto que parecer cada vez pior e os meus fãs disserem: ” Ele já teve sua época”, vou me aposentar. Um mal exemplo foi o Rich Gaspari, que teve vários retornos que não deveria ter feito. Pule fora quando estiver no topo, pra que ficar voltando? Outro que não soube parar foi o Sammir Bannout. Ele é um cara legal, mas o público não lembra dele como Mr. Olympia. Toda vez que ele voltava, ele ficava em último ou se dava mal. Infelizmente, lembrarão dele desse jeito, mesmo ele tendo sido ótimo quando venceu o Mr. Olympia. Espero que as coisas mudem no nosso esporte. Há boatos que irão pagar entre 80 e 100 mil dólares ao Sinbad (comediante americano que fez dupla com o Arnold em “Um herói de brinquedo”) para apresentar o Mr. Olympia novamente (a primeira vez foi em 99). Pra que isso? Vamos dizer que na coletiva de imprensa alguém diz que o Sinbad não poderá mais apresentar, duvido que alguém vá devolver seu ingresso! Ninguém vai lá para vê-lo, é uma perda de dinheiro! Como na vez que minha esposa, Cathy ganhou o que sobrou da divisão de prêmios do Ms. Olympia, dividido em categorias de peso. Era tipo US$15.000 para a primeira colocada, US$6.000 pra segunda e US$4.000 pra terceira. É nojento. Se eles realmente pagarem 120 mil para o Sinbad, é o mesmo que dizer que ele vai ganhar 20 mil a mais do que o Ronnie Coleman, caso ele vença. É muito doido. Os caras estão treinando feito condenados, quase se matando e os tais US$120.000, ou seja lá o que for, devia ser dividido entre os atletas. No Mr. Olympia, se você não está entre o “top 10″, você não ganha um centavo. Normalmente há 16 caras na competição, então de 11º ao 16º, devia ser pago 5 mil dólares ou algo do tipo.

Porque isso não é feito?

Eles dizem que não tem dinheiro, mas teriam para pagar ao Sinbad.
Não entendo porque todos os fisiculturistas profissionais não se unem e se manifestam. Eu falo o que penso e ganho uma suspensão.

Para quem quiser melhoar o arsenal de truques para brincar com os amigos no final de semana, este é um belo vídeo.

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